Casagrande: Finalmente um técnico da seleção põe Estêvão de camisa 10
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti acertou ao testar Estêvão como camisa 10 da seleção brasileira , que joga amistoso contra a Austrália nesta sexta-feira (25) , avaliou o colunista Walter Casagrande no UOL News Esporte , do Canal UOL.
Ao comentar a escalação anunciada pelo técnico, Casagrande disse que faltava um treinador "enxergar" que Estêvão pode atuar como meia por dentro, função que ele exercia na base. Será o primeiro jogo da seleção após a queda nas oitavas de final do Mundial.
Pelo jeito finalmente, finalmente, o Ancelotti, um treinador da seleção brasileira, viu no Estêvão a capacidade e o talento, a criatividade, a habilidade, a técnica de poder ser um 10, porque ele era um 10 na base. O apelido do Estêvão era Messinho, porque ele era um 10 que desequilibrava. Nenhum treinador testava o Estêvão nessa posição aí, do 10. Então eu gostei dessa parte da escalação. Walter Casagrande
Casagrande disse ainda que o novo papel de Estêvão mudou seu interesse pelo jogo. O jovem era o artilheiro da era Ancelotti na seleção quando se machucou e ficou fora da Copa do Mundo.
Eu nem ia assistir esse jogo. Eu vou assistir agora. Com o Estêvão, eu vou. Walter Casagrande
O colunista Danilo Lavieri tratou a convocação como uma chance de teste neste recomeço de ciclo e citou o zagueiro Vitor Reis como exemplo de aposta para ser observada de perto.
É uma aposta boa para a seleção, para fazer o teste agora. Já que [a data FIFA] existe, que o Ancelotti use para testar esses jogadores do tipo Vitor Reis. É um cara que tem um potencial. Hoje não é zagueiro de seleção, mas é um bom teste do Ancelotti. Danilo Lavieri
Casagrande foi na mesma linha sobre Vitor Reis e projetou uma renovação na defesa, mas disse que o teste precisa ter critério para não criar uma ilusão com adversários mais fracos.
Eu acho que Vitor Reis é um futuro próximo de uma nova zaga para a seleção brasileira. [...] O Matheuzinho não faz sentido estar num teste de seleção brasileira. Vai jogar contra a Austrália e contra a Índia, os adversários são bem fracos. A Austrália é difícil, joga duro, mas mesmo assim o Brasil é superior. Aí você pode se iludir com o desempenho razoável em jogos fracos e aí você escala no jogo Brasil e França, aí você tá ferrado. Walter Casagrande
Julio Gomes avaliou que, do meio para frente, a equipe indicada por Ancelotti tem cara de "time do ciclo" e apontou que a dinâmica entre Estêvão e Raphinha deve esclarecer como o time vai se organizar na criação.
Do meio para frente esse time aí é realmente o time do ciclo. Vamos ver se o Estêvão vai ser um 10 ou se o Rafinha vai aparecer mais por ali. Vamos ver como é que vai ser essa disposição. Julio Gomes
Contra a Austrália, Ancelotti volta a apostar num sistema com quatro jogadores de frente, mas com novidades em relação à Copa — o ataque será formado por Raphinha, Estêvão, Vinícius Júnior e Endrick.
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