Alvo de pressão da China, Taiwan diz que não abrirá mão da liberdade
O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, afirmou neste sábado (10) em discurso pelo Dia Nacional que a ilha valoriza a paz, mas não abrirá mão de sua liberdade, e é preciso respeitar o direito do povo taiwanês de existir.
Ele acrescentou que reforçar as defesas não é uma provocação.
Pequim condenou rapidamente o discurso, afirmando que ele “distorce a verdade” e revela “segundas intenções”.
Taiwan, governada democraticamente, enfrenta uma pressão militar e política crescente da China, que considera a ilha parte de seu território, apesar da forte oposição do governo de Taipé.
Diante de um poderio militar chinês muito superior, que incorpora novas armas avançadas, como caças furtivos, porta-aviões e um vasto arsenal de mísseis, Taiwan está ampliando os gastos com defesa e modernizando suas Forças Armadas.
Leia mais Mulher é detida nos EUA acusada de espionar para a China, dizem autoridades EUA e China discutem visitas a instalações nucleares em meio a desconfiança Controle de IA, "amizade": A visita de Xi Jinping aos EUA em 5 pontos “Taiwan valoriza a paz, mas não abriremos mão de nossa liberdade.
Estamos abertos a intercâmbios, mas não aceitaremos a subordinação”, declarou Lai em frente ao Gabinete Presidencial.
E acrescentou que a determinação de Taiwan não diz respeito apenas à sua sobrevivência diante da “expansão autoritária”.
“Trata-se de saber se a comunidade internacional ainda acredita que a força não pode se sobrepor às regras e que os poderosos não podem privar um povo de seu direito de determinar o próprio futuro”, afirmou.
Investimentos em defesa O Escritório de Assuntos de Taiwan da China afirmou que o discurso de Lai “ignora os fatos, distorce a verdade, induz o público ao erro e revela segundas intenções”, acusando o presidente de insistir obstinadamente em uma visão separatista de “independência de Taiwan” e exagerar a “ameaça do continente”.
“Existe apenas uma China no mundo, e Taiwan faz parte da China — esse é o verdadeiro status quo no Estreito de Taiwan”, afirmou.
O futuro de Taiwan “pode e deve ser decidido conjuntamente por todo o povo chinês, incluindo nossos compatriotas em Taiwan”, declarou o porta-voz do escritório, segundo a emissora estatal chinesa CCTV.
A China, que nunca renunciou ao uso da força para colocar Taiwan sob seu controle, chama o presidente de “separatista” e rejeitou suas propostas de diálogo.
Os Estados Unidos apoiam o compromisso de Lai com a manutenção da paz e da estabilidade no Estreito de Taiwan, afirmou um alto funcionário do governo americano.
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