Flávio Bolsonaro viajou dos EUA para Brasília em jato de Vorcaro
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) utilizou um jato ligado a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, ao regressar da Flórida para Brasília depois de uma viagem em família em janeiro de 2025.
As informações foram publicadas na 4ª feira (23.set.2026) em reportagem do jornalista Breno Pires na revista Piauí .
Na ocasião, Flávio embarcou na mesma aeronave, de prefixo PP-NLR, que transportou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e sua mulher, Viviane Barci de Moraes, em agosto daquele mesmo ano.
O vídeo que mostra Moraes e sua mulher desembarcando do jatinho no Rio foi publicado pelo jornal O Globo .
O jato era operado pela empresa Prime You, que também possuía 1/3 das cotas do avião –fração de uma aeronave que garante ao cotista o direito de utilizá-la por um número determinado de horas anuais– e teve Vorcaro como sócio de 2021 a setembro de 2025.
Além de participação na Prime You, o fundador do Banco Master também era sócio da Fraction 024, proprietária formal do PP-NLR desde o final de 2024.
A viagem de Flávio foi feita em 19 de janeiro do ano passado.
Ele estava acompanhado da mulher, a cirurgiã-dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro , e das duas filhas do casal.
O advogado e empresário Willer Tomaz , que era dono de uma das 3 cotas do jatinho, também era um dos passageiros.
Reprodução/ADBS-Exchange Em 19 de janeiro de 2025, o jato PP-NLR decolou do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood e pousou em Brasília Willer também era sócio da Fraction 024 através de sua empresa, a Alcazar Holdings.
Em nota enviada à Piauí , Willer confirmou ser dono de uma das 3 cotas do jatinho, mas disse que não sabia que Vorcaro era um dos outros sócios.
Declarou ter descoberto que o fundador do Master adquiriu uma cota da aeronave apenas em abril de 2026 e que, logo depois, “denunciou o contrato, encontrando-se, desde então, em litígio” com a operadora Prime You.
Na nota, a assessoria de Willer informou que ele costumava dar “carona” a amigos quando havia assentos disponíveis no PP-NLR, “sem qualquer custo, contrapartida ou benefício de parte a parte” .
O advogado não confirmou que Flávio e sua família estavam a bordo do avião na viagem de 19 de janeiro.
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