Milei nega saída de ministro da Economia em meio à escalada de pobreza entre argentinos
O presidente da Argentina, Javier Milei, negou nesta segunda-feira, 12, que pretenda substituir o ministro da Economia, Luis Caputo, em meio a especulações sobre mudanças na equipe econômica e à deterioração de indicadores de atividade e renda no país.
Em entrevista à rádio Mitre, Milei afirmou que mantém uma relação de confiança com o ministro e que os dois estão alinhados na condução da política econômica.
“Temos uma relação simbiótica”, disse o presidente, ao rejeitar os rumores sobre uma possível saída de Caputo.
Milei também afirmou que ninguém questiona o ministro porque a política econômica é definida pelo próprio governo.
Segundo o jornal argentino La Nación , as especulações ganharam força depois que o presidente convidou o economista Alberto Ades para uma reunião ministerial na semana passada, da qual Caputo não participou.
Continua após a publicidade Ades já havia manifestado críticas a aspectos técnicos do programa econômico.
A defesa pública do ministro ocorre em um momento de dificuldades para transformar a estabilização macroeconômica em recuperação consistente da atividade e do poder de compra.
Continua após a publicidade Depois de reduzir a inflação e equilibrar as contas públicas, o governo enfrenta sinais de enfraquecimento da economia, com retração da produção industrial, queda da atividade em julho e aumento da pobreza no primeiro semestre.
Atividade econômica perde força O indicador mensal de atividade econômica da Argentina recuou 1,4% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).
Continua após a publicidade O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava crescimento de 1,8%, e representou uma reversão em relação à expansão de 2,7% registrada em junho.
Oito dos 15 setores acompanhados pelo indicador apresentaram queda na comparação anual.
Continua após a publicidade O comércio atacadista e varejista, incluindo reparos, recuou 5%, enquanto a indústria manufatureira caiu 4,6%.
Na direção contrária, a mineração e a extração de petróleo e gás avançaram, evidenciando a diferença de desempenho entre os setores exportadores e segmentos mais dependentes do consumo doméstico.
Continua após a publicidade Os dados industriais mais recentes também mostram dificuldades.
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