Petrobras vê Belém como base logística para exploração de petróleo no Amapá
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que Belém pode funcionar como base logística para as operações de exploração de petróleo na costa do Amapá.
Segundo ela, a capital paraense tem estrutura mais preparada que Oiapoque para apoiar um possível polo petrolífero na Margem Equatorial.
A Petrobras já identificou petróleo em dois intervalos no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas.
No entanto, a viabilidade comercial das descobertas ainda depende de novas perfurações e análises dos reservatórios.
A companhia tem licença para perfurar mais três poços de delimitação e prevê outros oito poços no Amapá.
Os estudos buscam avaliar o potencial das reservas e a possibilidade de ampliar a produção nacional, compensando futuramente o declínio do pré-sal.
A previsão é concluir as operações em Morpho até o fim de outubro.
Em seguida, a sonda será deslocada para o Rio Grande do Norte.
Sobre os riscos ambientais, Magda afirmou que a Petrobras adota medidas de segurança nas operações.
Entretanto, um incidente registrado em janeiro e comunicado ao Ibama envolveu vazamento de fluido de perfuração no mar por duas linhas auxiliares da sonda, levando à interrupção temporária das atividades.
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