Flávio x Lula: após debate, chefes de campanha divergem 'com todo respeito'
Um dia após a troca de acusações e farpas entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no debate, as campanhas voltaram hoje (19) a discutir frente a frente propostas para o Brasil, dessa vez com os respectivos coordenadores. Diferentemente do que aconteceu ontem (18), na Band, o senador Rogério Marinho (PL) e o deputado eleito Edinho Silva (PT) adotaram um tom respeitoso e fala moderada no debate promovido pela GloboNews.
Tanto Rogério Marinho quanto Edinho Silva usaram e abusaram da frase "com todo o respeito" ao discordar um do outro, sentados frente a frente, em uma poltrona, com a jornalista Julia Duailibi entre eles. Eles não se exaltaram, mesmo quando fizeram críticas mais enfáticas sobre visões distintas entre as duas candidaturas a respeito da democracia e do 8 de Janeiro, e de temas como segurança pública, contas públicas e Bolsa Família.
"Com todo o respeito ao senador Rogério Marinho, é evidente que toda essa insegurança se cria porque Flávio Bolsonaro votou (enquanto deputado estadual pelo Rio de Janeiro e senador) pela perda de direitos dos trabalhadores", disse Edinho, ao comentar que o programa de transferência de renda do governo federal estaria ameaçado, caso Flávio fosse eleito.
"Nós estamos escutando aqui o representante do PT, Edinho, com todo o respeito, falar de 2,5, 2,6 por cento de déficit (do PIB, quando houve a transição entre os governos Jair Bolsonaro e Lula), e não é verdade. Nós entregamos com 0,5 por cento de superávit (do PIB)", declarou o senador sobre divergências nos balanços em 2023.
Em um dos momentos de maior embate, mas sem ataques, os chefes das campanhas discordaram sobre o 8 de Janeiro. "Nós estamos vivendo também uma outra questão, quando se fala de golpe. Acho que num momento oportuno a sociedade, a justiça e o tempo vão fazer com que essa situação seja esclarecida. Golpe com moças, com mulheres, com crianças, sem armas?", questionou o senador.
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"Preciso me contrapor, com todo o respeito, ao senador. A gente não pode minimizar, senador, o senhor que tem uma tradição democrática, uma tentativa de golpe, uma tentativa de assassinato do presidente da República, do vice-presidente e do presidente do TSE (Alexandre de Moraes) à época", rebateu Edinho.
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