O que é a miastenia gravis, doença diagnosticada em Alex Escobar
O apresentador Alex Escobar , que passou mal durante uma transmissão da Copa do Mundo, nos Estados Unidos, foi diagnosticado com miastenia gravis.
Na última semana ele foi submetido a uma cirurgia, no Rio de Janeiro, para retirar um tumor de aparência benigna no timo, órgão localizado na região do peito que age na maturação das células do sistema imunológico.
Em um primeiro momento, o mal-estar de Escobar na TV foi atribuído a um “pico de pressão” associado ao calor. Mas, posteriormente, foi revelado que o apresentador na verdade recebeu um diagnóstico de miastenia gravis, uma doença autoimune rara que pode causar fraqueza e fadiga muscular, afetando processos como a capacidade de mastigar e a fala.
A miastenia gravis é uma condição neuromuscular rara que afeta cerca de 12,4 pessoas a cada 100 mil, segundo estimativas globais. Embora possa ocorrer em qualquer idade, os sintomas costumam surgir na vida adulta, com dois picos principais de incidência: entre 30 e 40 anos, mais frequente em mulheres, e entre 50 e 60 anos, atingindo homens e mulheres em proporções semelhantes.
A condição é autoimune e afeta a comunicação entre nervos e músculos , o que pode provocar fraqueza muscular variável, que melhora e piora ao longo do dia ou conforme o esforço. Os sintomas podem envolver queda das pálpebras, visão dupla, dificuldade para falar, mastigar, engolir, sustentar a cabeça, movimentar braços e pernas e, em casos mais graves, respirar.
Segundo o cirurgião torácico Alessandro Mariani, Professor Doutor de Cirurgia Torácica da FMUSP e Preceptor de Cirurgia Torácica Robótica, um dos desafios da miastenia é que ela nem sempre se apresenta de forma óbvia.
“A miastenia pode aparecer como uma alteração na fala, uma dificuldade para mastigar, uma pálpebra caída, visão dupla ou uma sensação de fraqueza que vai e volta”, explica.
São sintomas que, isoladamente, podem ser confundidos com cansaço, estresse, alteração neurológica, problema oftalmológico ou até questões vocais. Por isso, o diagnóstico nem sempre é imediato
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