Botafogo assume controle de 99% da SAF e evolui condições para venda para GDA Luma
O Botafogo passou a deter mais de 99% do capital social de sua Sociedade Anônima de Futebol (SAF) e abriu caminho para uma possível venda para a GDA Luma.
A alteração no quadro societário foi consolidada após a Eagle Bidco, empresa de John Textor que detinha 49% da operação, abrir mão do seu direito de preferência na subscrição de novas ações emitidas durante uma rodada de aporte financeiro.
Com isso, o capital da empresa de John Textor foi diluído e o Botafogo ganhou condições de vender o controle da SAF à GDA Luma, tida como favorita para assumir o futebol do Glorioso.
O aumento de capital foi aprovado pelo clube associativo em uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada no dia 24 de setembro de 2026.
A injeção de recursos tem como objetivo reforçar o caixa da companhia e garantir o cumprimento de obrigações em aberto, como a regularização do pagamento de salários.
LEIA MAIS: Botafogo aumenta capital social da SAF e abre caminho para troca da Eagle pela GDA Luma Para estipular o preço justo de emissão dos novos ativos, a gestão utilizou um laudo de avaliação financeira elaborado pela Meden Consultoria, parceira da instituição desde 2021.
A estratégia envolveu a emissão de 200 milhões de ações por R$ 0,01 cada, e o clube social do Botafogo comprou 102 milhões, o equivalente aos 51% da SAF que possuía, por R$ 1 milhão.
Como a Eagle Bidco não exerceu a preferência, o clube social do Botafogo passou a ser dono das ações restantes.
View this post on Instagram Operação Seguindo os trâmites contratuais e legais, a operação estabeleceu um prazo de 30 dias para que a Eagle Bidco exercesse seu direito de preferência, de forma proporcional à sua participação no negócio.
Contudo, no dia 22 de outubro, a empresa comunicou oficialmente que não participaria da subscrição.
Com o término do prazo e a recusa formalizada, o Botafogo subscreveu as ações remanescentes no dia 25 de outubro.
Apesar da mudança drástica na concentração do capital, a reestruturação acionária não acarretará alterações operacionais para a companhia.
A administração confirmou que as atividades esportivas, financeiras e jurídicas seguirão normalmente, com a manutenção integral do atual corpo de diretores.
A estrutura executiva permanece liderada pelo CEO Eduardo Iglesias e conta com Léo Coelho (diretor de futebol), Deive Bandeira (diretor de transferências de jogadores), Augusto Oliveira (diretor da base), Felipe Moreira (diretor financeiro), Victor Oliveira (diretor de receitas), Flavia Merheb (diretora de operações), Marcelo Furtado (diretor comercial), Pedro Felipe (diretor jurídico) e Julio Gracco (diretor de comunicação e marca).
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