Haddad propõe que Estado pague seguro rural contra eventos climáticos
Candidato ao governo de São Paulo promete plano de segurança hídrica para consumo e irrigação e reforço da Defesa Civil
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad , afirmou na 2ª feira (31.ago.2026) que pretende criar uma modalidade de seguro rural bancado pelo Estado para proteger produtores dos efeitos de eventos climáticos extremos. A proposta foi apresentada durante entrevista ao “Roda Viva” , da TV Cultura , ao ser questionado sobre adaptação da infraestrutura urbana e do agronegócio às mudanças climáticas.
Haddad disse que pretende discutir a adoção do chamado seguro paramétrico, modalidade em que a cobertura é acionada a partir de parâmetros previamente estabelecidos. Segundo o petista, a ideia é garantir a apólice ao produtor rural em situações excepcionais relacionadas ao clima.
“O Estado paga” , afirmou ao ser questionado sobre quem bancaria o mecanismo. Haddad declarou que pretende discutir o modelo com seguradoras, a Superintendência de Seguros Privados e representantes do agronegócio paulista.
“ Nós vamos ter que inovar em seguro (…) e vamos fazer um bem bolado para dar mais segurança para o agro em relação à mudança climática” , disse.
Haddad prometeu elaborar um plano de segurança hídrica para São Paulo, com investimentos em reserva de água para abastecimento da população e irrigação.
“Embora os negacionistas digam que não tem evento extremo, mudança climática, ela está acontecendo. Ondas de calor, uma série de problemas” , declarou.
O candidato defendeu o reforço da Defesa Civil para responder a incêndios e outros eventos extremos. Disse que pretende ampliar investimentos em pesquisa e o mapeamento de riscos para aumentar a capacidade de previsão e resposta do Estado.
Na educação, Haddad criticou o desempenho da rede estadual e disse que São Paulo deveria estar entre os 5 melhores sistemas de ensino do país. Segundo ele, Estados como Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Piauí e Ceará superaram São Paulo em indicadores educacionais, apesar de terem menos recursos.
O petista criticou o que chamou de “plataformização” do ensino e afirmou que 47% da força de trabalho da rede não passou por concurso público. Disse que cerca de 1/3 das escolas não dispõe de banda larga suficiente para cumprir as próprias exigências da Secretaria da Educação.
Como propostas, Haddad defendeu a retomada de concursos públicos, valorização das licenciaturas, bolsas de iniciação à docência, formação continuada de professores, melhoria do material didático e expansão do ensino em tempo integral.
“Não dá para São Paulo não estar, no mínimo, entre os 5 melhores sistemas de ensino do país” , declarou. Para Haddad, as mudanças devem ser feitas em conjunto com os professores: “Você não faz contra o professor uma reforma, você faz com o professor uma reforma”.
Na saúde, Haddad afirmou que pretende reorganizar as filas do Sistema Único de Saúde no Estado. Segundo ele, a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde está desatualizada e um paciente pode levar até 2 anos entre a 1ª consulta, a realização de exames e uma eventual cirurgia.
“A fila não tem uma gestão inteligente” , declarou.
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