Fachin tira relatoria de Mendonça e assume caso ligado a Moraes e Vorcaro
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin , retirou do ministro André Mendonça a relatoria do processo que levou ao plenário da Corte elementos da Polícia Federal (PF) sobre as mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro , do Banco Master.
Na decisão deste sábado (12/9), Fachin determinou que a condução do caso passe para a presidência da Corte.
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Diante disso, determinou à Secretaria Judiciária que “substitua a relatoria da PET 16.662 para a Presidência do Supremo Tribunal Federal”.
Mais cedo neste sábado, Mendonça havia encaminhado o processo à Presidência do STF e paralisado a tramitação do caso , em cumprimento à determinação de Fachin de suspender procedimentos que tratassem de uma possível investigação contra integrantes da Corte.
Fachin também determinou que as petições que tratam do Caso Master e do INSS, “com todos os processos a elas relacionados”, sejam remetidas à presidência do Supremo.
O ministro, no entanto, ainda vai decidir sobre a relatoria desses dois casos.
Crise entre Moraes e Mendonça A decisão é mais um capítulo da crise aberta no STF desde que Mendonça retirou, em 1º de setembro, o sigilo de um relatório da PF com registros extraídos do celular de Vorcaro.
O material aponta 187 interações com um contato salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”, embora o próprio documento não permita afirmar, isoladamente, que o número pertencia ao ministro.
Também há referências a encontros entre Vorcaro e Moraes.
Mendonça defendeu que os elementos fossem analisados pelos 11 ministros.
Em uma das decisões, afirmou que “o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste STF”.
O ministro liberou o processo para julgamento em 6 de setembro, e Fachin marcou uma sessão extraordinária para 15 de setembro.
A divulgação do material colocou Mendonça e Moraes em confronto.
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