Sully revela sinais de Alzheimer e conta como enfrenta o diagnóstico
Chesley Sullenberger , conhecido mundialmente como Capitão Sully , contou como tem lidado com o diagnóstico de Alzheimer em estágio inicial. Segundo o site ' Extra ', o piloto falou sobre a doença em uma entrevista ao programa Good Morning America , ao lado da esposa, Lorrie , e compartilhou detalhes sobre os primeiros sinais que percebeu. Sully revelou o diagnóstico em julho deste ano e, desde então, passou a falar mais abertamente sobre a condição. Segundo o próprio piloto, algumas das primeiras mudanças envolveram dificuldade para lembrar nomes, esquecimento de acontecimentos recentes e repetição de histórias ou informações durante as conversas.
De acordo com o relato do piloto, esquecer nomes de pessoas conhecidas foi uma das primeiras mudanças que chamou sua atenção. Além disso, ele percebeu que começou a esquecer situações que normalmente lembraria e, algumas vezes, repetia algo que já havia contado pouco tempo antes. A esposa também contou que os primeiros sinais podem parecer pequenos e fáceis de ignorar. Por isso, observar mudanças que fogem do comportamento habitual de uma pessoa pode ajudar a identificar quando existe algum motivo para buscar avaliação médica. No entanto, esquecer algo ocasionalmente não significa, por si só, que uma pessoa tenha Alzheimer. O diagnóstico depende de uma avaliação médica que considera sintomas, histórico e exames.
Sully afirmou que tenta encarar a nova fase com a mesma concentração que utilizou durante o pouso de emergência no rio Hudson, em 2009. Na ocasião, ele e a equipe precisaram tomar decisões rapidamente depois que o avião perdeu potência nos motores. Agora, o piloto diz que procura concentrar a atenção no que considera mais importante e lidar com uma etapa de cada vez. Além disso, ele e a família decidiram falar publicamente sobre o diagnóstico para mostrar que a doença não representa uma falha de caráter e pode atingir diferentes famílias.
Atualmente, Sully realiza um tratamento com infusões mensais com o objetivo de retardar a progressão da doença. Ainda não existe cura para o Alzheimer, mas algumas terapias podem atuar na progressão da condição em determinados pacientes e fases da doença. Enquanto isso, a família procura priorizar momentos juntos. A esposa e uma das filhas participaram da entrevista e falaram sobre as mudanças que o diagnóstico trouxe para a rotina e sobre a dificuldade de planejar o futuro diante de uma condição progressiva. Para Lorrie, viver um dia de cada vez se tornou uma maneira de lidar com as incertezas. Já Sully também demonstrou preocupação com o impacto que a evolução da doença pode trazer para quem assume o papel de cuidador.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente a memória e outras funções cognitivas. Além da dificuldade para lembrar acontecimentos recentes, outros sinais podem incluir problemas para realizar tarefas habituais, alterações de comportamento, desorientação e dificuldades de linguagem. Por outro lado, esses sintomas também podem aparecer em outras condições. Por isso, uma mudança de memória não permite concluir sozinha que alguém tenha Alzheimer.
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