Governo do Nepal faz enterro coletivo de vítimas de avalanche no Himalaia; mortes chegam a 955 e desaparecidos chegam a cerca de 4,5 mil
Fantástico mostra resgates na fronteira do Nepal com o Tibete O Nepal começou nesta segunda-feira (31) a sepultar parte dos corpos recuperados após a avalanche que provocou uma enorme onda de gelo, pedras e detritos no Himalaia.
A tragédia deixou pelo menos 919 mortos e milhares de desaparecidos no Nepal e na China.
No Nepal, as autoridades confirmaram 903 mortes e 4.247 desaparecidos na região atingida, próxima à fronteira com a China. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Familiares lotaram centros de resgate e hospitais em busca de informações sobre parentes desaparecidos.
Outros tiveram de enfrentar a identificação de corpos em necrotérios improvisados e sobrecarregados.
Ao todo, 4.793 pessoas são consideradas desaparecidas nos dois países.
Entre elas estão turistas e peregrinos que viajavam em direção ao Monte Kailash, considerado sagrado e localizado na região autônoma chinesa do Tibete.
No Nepal, 933 trabalhadores de usinas hidrelétricas estão entre os desaparecidos.
No último domingo (30), soldados e engenheiros do Exército nepalês perfuraram os escombros para tentar chegar a trabalhadores que podem ter ficado presos em um túnel de uma usina hidrelétrica no vale do rio Himalaia.
As equipes conseguiram inserir um tubo no túnel para ajudar no resgate.
Trabalhadores que conseguiram escapar relataram cenas de destruição.
Surendra Dowluri, de 33 anos, natural do estado indiano de Andhra Pradesh, disse que uma forte correnteza atingiu o local onde trabalhava.
"Ouvimos um som muito forte... e vimos que o andar da turbina estava submerso em lama.
Seis trabalhadores ficaram presos ali", disse Dowluri à AFP após ser resgatado, quatro dias depois do desastre.
"Conseguimos resgatar cinco deles, mas uma pessoa morreu", afirmou.
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