Neymar estraga a noite do Flamengo
Nem bem havia começado o clássico entre os times de melhores campanhas no segundo turno, o Flamengo preocupado em manter ou ampliar a vantagem na liderança, e o Santos, em busca do sétimo lugar para poder sonhar com a Libertadores, ficou claro de como o jogo seria: o Santos reconhecendo a inferioridade e jogando no erro do rival e nos contra-ataques, o Flamengo envolvendo o adversário em busca permanente do gol.
Eis que a Vila Belmiro viu o Santos capaz de, assim, criar pelo menos três boas chances de gol, duas delas com Gabigol.
O problema, dos anfitriões, estava no fato de o Flamengo criar bem mais, ter o domínio do jogo e até ter demorado para destravar a defesa santista.
Só aos 43 minutos Danilo, com a lei do ex, abriu o marcador, depois de ele roubar bola, entregá-la a Pedro, recebê-la de volta ao entrar na área e marcar belíssimo gol.
O Peixe sentiu, ficou grogue, quase levou o segundo gol em seguida, viu a zaga salvar na linha fatal depois de acrobática defesa de Diógenes e, do escanteio, Carrascal pôs a bola na cabeça de Paquetá para fazer 2 a 0, aos 49.
Cuca tentou reagir ao botar Neymar e Rony nos lugares de Coutinho e Barreal.
Mas se ele esperava um Flamengo menos sedento, mais preocupado em administrar a vantagem, encontrou o rubro-negro esfomeado, capaz de perder dois gols nos primeiros cinco minutos.
A diferença entre os times pode ser resumida aos 22 pontos que os separava.
Saul e Plata substituíram Paquetá e Carrascal na metade da etapa final.
No minuto seguinte o VAR e o assoprador de apito demoraram mais de sete para decidir se Jorginho tinha tocado o braço na bola dentro ou fora da área. Finalmente o pênalti foi marcado e Jorginho expulso.
Antes da cobrança, Luiz Araújo e Bruno Henrique entraram nos lugares de Samuel Lino e Pedro.
E o Peixe cresceu, virou baleia, tirou o Flamengo do sério e, aos 40, em cobrança ensaiada de falta, Luiz Araújo derrubou Gabigol na área para Neymar bater em empatar 2 a 2.
Festa na Vila e na casa verde onde o Palmeiras se preparava para enfrentar o Bahia.
Com 14 minutos de acréscimos, e um jogador a mais, além do embalo da torcida que lotava o estádio, o Flamengo estava surpreendentemente ameaçado.
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