Policial militar e marido são presos suspeitos por homicídio de PM no Ceará
A Polícia Civil prendeu uma policial militar, de 27 anos, e o marido dela, um homem de 35 anos, por suspeita de envolvimento no homicídio do soldado da Polícia Militar do Ceará , Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, em Itaitinga.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), na última terça-feira (11) — data em que ocorreu o crime —, o homem foi preso em flagrante e autuado por falsificação de documento público e posse irregular de munição de arma de fogo, pois no imóvel do suspeito foram encontrados e apreendidos documentos falsos e munições.
O indivíduo preso é companheiro da policial militar, que já havia sido autuada em flagrante por suspeita de envolvimento no homicídio do soldado .
Leia Mais Suspeito morre após tentativa de roubo a PMs perto da avenida Faria Lima Suspeito de latrocínio de PM aposentado é preso em SP; comparsa é procurado Homem embriagado furta viatura da PRF e acaba preso no Ceará Já na sexta-feira (14), foram decretadas a prisão preventiva da policial e a temporária do marido dela, após Forças de Segurança do Ceará apreenderem um veículo no bairro Messejana – Área Integrada de Segurança 16 (AIS 16) de Fortaleza.
Conforme apontam as investigações, o carro teria sido utilizado durante o crime.
As diligências e oitivas seguem no intuito de aprofundar e colher mais informações sobre a participação de ambos.
Em nota, a Associação das Praças Militares do Estado do Ceará manifestou profundo pesar pelo precoce falecimento de seu associado.
“Que a certeza de que Raphael cumpriu sua missão e trilhou sua caminhada com honra e dedicação possa trazer conforto aos corações daqueles que hoje sentem sua partida.” O Governo do Ceará também lamentou a morte do soldado e informou que determinou ao secretário da Segurança Pública rigor absoluto nas investigações.
Antecedentes criminais O suspeito preso já responde por estelionato, falsa identidade, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, integrar organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Já a policial suspeita responde por estelionato, lavagem ou ocultação de bens e integrar organização criminosa.
A Polícia Civil ressalta que os antecedentes dos suspeitos presos são referentes a um inquérito instaurado em junho de 2025 pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, após denúncia formalizada por uma empresa de transporte por aplicativo.
De acordo com as investigações, o casal e outras 11 pessoas integravam um esquema voltado à criação de contas falsas na plataforma.
O homem é apontado como o articulador da fraude, enquanto a mulher atuava como colaboradora, cedendo dados pessoais, além de instrumentos financeiros e de comunicação, para viabilizar as atividades criminosas do grupo.
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