Eneva ainda pode receber R$ 616 milhões após vender térmicas a carvão
A saída da Eneva do negócio de geração de energia a carvão ainda pode render mais R$ 616 milhões à companhia.
O valor corresponde a pagamentos adicionais previstos nas vendas das usinas termelétricas de Itaqui, no Maranhão, e Pecém II, no Ceará, para a Diamante Energia.
As duas operações, concluídas entre agosto e outubro, já colocaram R$ 1,1 bilhão no caixa da empresa, mas parte relevante do valor potencial dos negócios continua condicionada a uma decisão sobre o início dos novos contratos de fornecimento de energia.
A maior fatia está em Itaqui.
Além dos R$ 365,3 milhões recebidos na conclusão da operação, a Eneva poderá embolsar até R$ 467 milhões adicionais.
Em Pecém II, vendida por R$ 748,4 milhões, há outros R$ 149 milhões condicionados à antecipação contratual.
Somados, os pagamentos contingentes representam cerca de 55% do dinheiro já recebido nas duas transações.
O que está em jogo é o intervalo entre o encerramento dos contratos atuais das termelétricas e o início dos novos compromissos firmados no leilão de reserva de capacidade realizado em março.
Os contratos existentes de Itaqui e Pecém II terminam em dezembro de 2027 e setembro de 2028, respectivamente.
Já os novos, com duração de dez anos, começam apenas em agosto de 2031.
Continua após a publicidade Não se trata de valores desprezíveis para a compradora.
Os novos contratos asseguram às duas usinas receitas fixas anuais que somam aproximadamente R$ 1 bilhão, em valores da data-base do leilão.
Uma eventual antecipação poderia reduzir o intervalo entre os contratos e ampliar as receitas no período, criando as condições para o pagamento das parcelas adicionais à Eneva.
Continua após a publicidade Por enquanto, porém, os R$ 616 milhões permanecem como uma possibilidade, não como receita garantida.
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