Ataque dos EUA a suposto barco de narcotráfico deixa cinco mortos no Pacífico
As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram nesta terça-feira, 27, que cinco pessoas morreram após um ataque aéreo contra uma embarcação suspeita de tráfico de drogas no leste do Oceano Pacífico.
Em uma publicação no X, antigo Twitter, o Comando Sul dos EUA (Southcom) confirmou o bombardeio “contra um navio rápido operando ao longo de rotas estabelecidas pelo narcotráfico”.
“Informações de inteligência confirmadas revelaram a participação ativa da embarcação no narcotráfico.
A operação matou cinco narcoterroristas”, informou o Southcom na postagem, acompanhada de um vídeo do barco sendo destruído por um projétil.
A ação é a mais recente da campanha militar lançada pelo governo de Donald Trump contra grupos que Washington classifica como organizações de narcoterrorismo.
Desde setembro de 2025, as Forças Armadas americanas realizaram pelo menos 70 operações desse tipo no Caribe e no Pacífico Oriental, com ao menos 235 mortos, segundo balanço divulgado pelos próprios militares.
Continua após a publicidade Trump sustenta que os Estados Unidos estão em um “conflito armado” contra os cartéis e que as operações são necessárias para impedir a entrada de drogas no país e reduzir as mortes por overdose.
O governo, no entanto, tem divulgado poucas evidências públicas para sustentar que as pessoas mortas nas operações eram traficantes de drogas. +Ataque dos EUA a suposto barco de narcotráfico deixa quatro mortos no Caribe Continua após a publicidade As incursões também provocaram críticas de especialistas em direito internacional e direito dos conflitos armados, organizações de direitos humanos e parlamentares democratas, que questionam a legalidade das operações e afirmam que algumas delas podem configurar execuções sumárias.
Exercícios militares na Colômbia A partir desta terça-feira, 27, mais de 300 soldados dos EUA serão enviados à Colômbia para participar de exercícios militares de combate ao narcotráfico.
A missão, anunciada pelo Ministério da Defesa colombiano na segunda-feira 26 faz parte da aliança firmada pelo presidente Abelardo de la Espriella com o Escudo das Américas, uma ampla coalizão antidrogas e de segurança regional liderada pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos.
Continua após a publicidade Segundo o comunicado oficial do Comando Sul dos Estados Unidos, “o exercício, que deve durar até meados de novembro, reunirá aproximadamente 800 participantes, incluindo cerca de 350 militares dos EUA e mais de 400 soldados do Exército Colombiano.” Publicidade
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