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Bono admite que estratégia usada para promover ‘Songs of Innocence’ do U2 ‘foi longe demais’

Rolling Stone Brasil ·
Bono admite que estratégia usada para promover ‘Songs of Innocence’ do U2 ‘foi longe demais’

Em setembro de 2014, o U2 protagonizou uma grande controvérsia no ramo da distribuição digital de música.

Durante o evento de lançamento do iPhone 6 e do Apple Watch, a Apple pagou uma quantia estimada em US$ 100 milhões pelo 13º álbum de estúdio da banda, Songs of Innocence , com o objetivo de distribuí-lo gratuitamente.

Porém, em vez de disponibilizar o álbum para download voluntário, a Apple forçou o download automático na biblioteca de mais de 500 milhões de usuários do iTunes.

A estratégia gerou uma enorme onda de críticas sobre invasão de privacidade, e a Apple foi obrigada a criar uma ferramenta que permitia aos clientes remover o álbum de seus dispositivos.

Agora, anos mais tarde, Bono relembrou o infame episódio e admitiu que a ação da banda “foi longe demais”.

Em entrevista ao The New York Times , o vocalista explicou que tanto o empresário do U2 , Paul McGuinness , quanto o CEO da Apple, Tim Cook , estavam receosos.

Ele confessou que os pressionou a seguir com a estratégia, entusiasmado com a ideia das músicas chegarem ao maior número de pessoas possível.

“Estávamos experimentando”, disse Bono (via NME ).

“Queríamos ver se conseguiríamos que a Apple ou outra empresa pagasse pela nossa música e a distribuísse.” O guitarrista The Edge , no entanto, afirmou que aprender com os erros do passado faz parte do processo.

“Assumimos riscos.

Temos que assumir”, disse.

“Então, se você falha, se dá mal às vezes? Isso faz parte do trabalho.” Em entrevista ao The Guardian em 2022, Bono já havia mencionado o episódio, explicando que queria que o álbum fosse como um “presente” deixado na porta das pessoas.

“Qual era o pior que poderia acontecer? Seria como spam, não é? Como pegar nossa garrafa de leite e deixá-la na porta de cada casa da vizinhança”, disse.

“Não.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em rollingstone.com.br — o conteúdo pertence a Rolling Stone Brasil.

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