Pesquisa: Mata Atlântica teve importante regeneração nos últimos 40 anos
A Mata Atlântica é um dos biomas brasileiros mais transformados pela ocupação humana e conserva apenas um terço de seu território coberto por vegetação nativa.
Mas o quadro poderia ser ainda pior se leis específicas de proteção não tivessem sido criadas ao longo dos anos, entre elas a Lei da Mata Atlântica, de 2006 , principal marco legal para a conservação do bioma.
Nas últimas quatro décadas, há, porém, um sinal importante de recuperação: áreas desmatadas voltaram a apresentar vegetação nativa em larga escala, segundo o mais recente levantamento do MapBiomas , divulgado nesta segunda-feira, Dia da Árvore.
A região perdeu muito, mas também voltou a florescer.
Segundo a pesquisa, 9,7 milhões de hectares de vegetação madura foram perdidos , enquanto mais de 8 milhões de hectares de vegetação secundária — aquela que volta a crescer depois que uma área foi desmatada — se formaram na Mata Atlântica desde 1985.
Hoje, um em cada quatro hectares de vegetação nativa existente no bioma é secundário .
Ao mesmo tempo, a velocidade de supressão das áreas nativas vem caindo, ficando abaixo de 2 milhões de hectares em cada período de cinco anos.
Mesmo sendo uma redução, o número ainda é expressivo: 2 milhões de hectares correspondem a uma área maior que o estado de Sergipe .
De qualquer maneira, os números ajudam a mostrar uma mudança importante: embora a Mata Atlântica ainda esteja muito distante de recuperar sua cobertura original, sua paisagem não é apenas de perda .
Há também regeneração.
A proteção legal do bioma, as iniciativas de restauração e a recuperação natural de áreas degradadas fazem parte do contexto que permitiu que parte dessa vegetação voltasse a ocupar áreas antes utilizadas pela atividade humana.
O processo, porém, está longe de significar que a floresta perdida foi simplesmente recuperada.
Entre 1985 e 2025, a Mata Atlântica perdeu 9,7 milhões de hectares de vegetação madura .
E a vegetação secundária que voltou a crescer continua vulnerável: entre 2021 e 2025, 1,2 milhão de hectares de vegetação nativa foram suprimidos, dos quais 700 mil hectares eram áreas secundárias em regeneração .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.