Empréstimos para capital de giro exige planejamento no 2º semestre
CURITIBA (PR) – A gestão do capital de giro no segundo semestre de 2026 tornou-se um desafio estratégico primordial para as pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras.
Com a taxa básica de juros (Selic) mantida em patamares elevados e projeções de inflação acima da meta oficial, a busca por recursos para manutenção da operação, compra de estoque e pagamento de fornecedores exige antecipação das lideranças empresariais.
Analistas de mercado alertam que deixar para obter recursos em momentos de sufoco financeiro pode significar a contratação de linhas emergenciais com custos substancialmente superiores.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,07% em julho de 2026, mantendo a inflação acumulada em 12 meses na casa de 4,44%.
Embora sinalize estabilidade em relação ao pico do período, o cenário macroeconômico ainda impõe entraves ao crédito produtivo.
Pesquisa recente realizada pelo Banco Central do Brasil com 25 instituições financeiras revelou que a oferta de crédito para micro, pequenas e médias empresas foi percebida como restritiva no início do ano, com expectativas de continuidade desse aperto nos próximos trimestres.
Fatores como inadimplência, restrições cadastrais e menor tolerância ao risco continuam pesando nas análises bancárias tradicionais.
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