Polícia pede proibição a marchas anti-imigração após morte na África do Sul
A polícia da África do Sul solicitou aos tribunais do país que impeçam a realização de marchas planejadas por grupos contrários à imigração ilegal na cidade de Durban, após supostas ameaças de violência e planos de incendiar um centro de acolhimento a refugiados na cidade. As informações são do The Independent.
O Tribunal Superior de KwaZulu-Natal concedeu uma ordem provisória contra os manifestantes. A corte deve decidir amanhã se transforma a medida em proibição permanente.
O pedido policial cita ameaças de violência e um plano de incendiar um escritório que recebe refugiados na cidade costeira. Manifestações recentes deixaram um cidadão estrangeiro morto na semana passada.
Protestos contra uma decisão judicial que facilitou o acesso ao asilo também terminaram em ataques neste mês. Ao menos 24 carros foram incendiados, e lojas foram saqueadas.
O governo enviou mais de 500 soldados a KwaZulu-Natal, província onde fica Durban. Alguns países africanos repatriaram seus cidadãos após os episódios de violência.
O presidente Cyril Ramaphosa condenou os ataques e afirmou que a polícia agirá contra quem descumprir a lei. "Há pessoas explorando o sentimento público em torno da imigração ilegal para incitar comunidades e encobrir crimes", declarou ontem, durante encontro com empresários da província.
A líder do grupo March and March, Jacinta Ngobese-Zuma, criticou a ação do governo e da polícia. Ela afirmou que a medida tenta reprimir as manifestações.
O debate sobre imigração ilegal ganhou espaço na campanha para as eleições locais da próxima semana. Em alguns casos, manifestantes estabeleceram prazos informais para que estrangeiros que entraram ilegalmente deixassem o país.
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