Rússia ataca maior porto de grãos da Ucrânia
A Rússia atacou o maior porto de exportação de grãos da Ucrânia durante a madrugada desta quinta-feira (13).
O bombardeio teve como alvo o porto de Izmail, localizado às margens do Rio Danúbio, próximo à fronteira com a Romênia, país membro da Otan que acionou dois jatos em resposta ao incidente.
Em meio ao ataque, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, concedeu entrevista à CNN e fez um apelo por mais armamento, em especial por interceptadores de mísseis balísticos.
O conflito, que já se estende por mais de quatro anos, segue sem qualquer perspectiva de acordo de paz.
Zelensky pede interceptadores do sistema Patriot Segundo Zelensky, caso receba 5% de todo o estoque de interceptadores do sistema Patriot dos Estados Unidos, seria possível neutralizar os ataques russos e garantir a sobrevivência da população ucraniana durante o rigoroso inverno que se aproxima.
“Este ano temos duas vezes menos interceptores do que tivemos em 2025”, afirmou Zelensky, acrescentando que a Rússia passou a lançar duas vezes mais mísseis balísticos por mês do que antes.
Ele também ressaltou que a Ucrânia paga 100% dos armamentos adquiridos dos Estados Unidos.
O presidente da Ucrânia ainda destacou que, se esse percentual fosse elevado para 10% do estoque americano, seria possível neutralizar completamente os ataques com mísseis balísticos e de cruzeiro da Rússia.
Leia mais À CNN, Zelensky pede sistema Patriot dos EUA para deter ataques russos Putin ameaça apreender navios de países da União Europeia Ucrânia diz ter retomado 745 km² de território ocupado pela Rússia em 2026 O analista sênior de Internacional da CNN, Américo Martins, no entanto, avaliou que será muito difícil para a Ucrânia obter um aumento significativo no fornecimento desses interceptadores.
Segundo o correspondente, a demanda global por esse tipo de armamento é enorme, impulsionada não apenas pelo conflito na Ucrânia, mas também pela guerra no Oriente Médio.
Estoque americano já está reduzido De acordo com estimativas do Centro de Estudos Estratégicos Internacional, citadas por Américo Martins, os Estados Unidos já utilizaram aproximadamente 65% de seu estoque de interceptadores na guerra contra o Irã, restando menos de 850 unidades .
Trata-se de um armamento caro e que demora muito tempo para ser produzido, o que torna ainda mais remota a possibilidade de atender às demandas ucranianas.
Os ucranianos chegaram a solicitar que o presidente americano, Donald Trump, concedesse uma licença para que a Ucrânia fabricasse os interceptadores em seu próprio território .
Essa alternativa, contudo, também é vista com ceticismo, uma vez que os interceptadores envolvem segredos militares sofisticados e os Estados Unidos devem tratar a questão com muita cautela, mesmo em relação a um país aliado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.