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Ellison herda CNN e opera TikTok, mas Trump barra repórteres na Casa Branca

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Ellison herda CNN e opera TikTok, mas Trump barra repórteres na Casa Branca

David Ellison assume a fusão da WBD/Paramount em meio a um furacão provocado pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Ellison já é um dos mais poderosos executivos norte-americanos, que opera em diversas frentes. É fundador da Skydance, dirigente da Paramount e representante de uma família com controle votante da companhia e comprador em uma disputa pela Warner Bros. Discovery. A Oracle, fundada por seu pai, Larry Ellison, é a empresa que ficou designada a operar os dados do TikTok nos Estados Unidos.

No último dia 21 de setembro, três coisas aconteceram ao mesmo tempo. A CNN, a MS NOW e o Politico processaram o governo Trump no tribunal federal do Distrito de Columbia, depois que repórteres dos três veículos tiveram credenciais desativadas e foram barrados nos portões da Casa Branca no sábado (19/09). O dono do grupo de confiança de Trump para operar a plataforma chinesa TikTok passou a ter seus jornalistas banidos da Casa Branca.

Fox News, ABC News, CBS News, NBC News e a própria CNN suspenderam a cobertura do pool de TV do presidente, com uma declaração conjunta de duas frases: "O público tem interesse vital em receber informação precisa e independente sobre o seu governo. Nenhuma administração deve restringir uma organização jornalística por discordar do que ela noticia".

E a Paramount Skydance fechou acordo com 12 procuradores-gerais estaduais, apresentou um acordo, que ainda depende de homologação, que encerra a ação antitruste dos estados contra a compra da Warner Bros. Discovery.

O gatilho do banimento foi um post de Trump no Truth Social na sexta-feira (18/9), em que ele acusou os veículos de publicar "FICÇÃO e MENTIRAS" e disse que a cobertura era "uma ameaça à nossa Segurança Nacional". Perguntado no mesmo dia se aquilo era intimidação da imprensa, respondeu: "Não, não, não, não. Eu não gosto de imprensa desonesta, como você."

No sábado, o crachá de Akayla Gardner, da MS NOW, foi desativado; Betsy Klein, da CNN, foi parada pelo Serviço Secreto; Cheyenne Haslett, do Politico, não entrou. Jacqui Heinrich, presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca, classificou a recusa de acesso como inconstitucional e exigiu a restauração imediata das credenciais.

Durante nove meses, a discussão sobre a CNN teve um único eixo: se David Ellison interferiria na cobertura depois de assumir o controle. Em março, ele disse à Variety que "a independência editorial será absolutamente mantida. Ela é mantida na CBS. Será mantida na CNN". Em agosto, publicou um artigo de opinião no New York Times na mesma linha, afirmando votar em candidatos dos dois partidos e prometendo não subordinar redações a posições políticas.

Desde sábado, a pergunta passou a ser outra. Ellison está prestes a comprar uma redação cujos repórteres o governo federal já impediu de trabalhar. Uma coalizão de mais de cem jornalistas, acadêmicos e organizações fez essa conta em público no mesmo dia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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