Guerra no Oriente Médio já dura 6 meses; impactos do conflito se espalham por diferentes setores da economia global
Guerra no Oriente Médio completa 6 meses e efeitos se espalham na economia mundial A guerra no Oriente Médio já dura seis meses, e os impactos do conflito se espalham por diferentes setores da economia global.
O tempo passou e a guerra que o presidente Trump calculou rápida - quatro a cinco semanas, disse uma vez - já dura seis meses.
Tempo em que o dólar viveu dias turbulentos, ao sabor dos anúncios de cessar-fogo e de promessas de reabertura do Estreito de Ormuz. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O petróleo também reagiu à guerra na porta da casa de cinco dos dez maiores produtores do mundo.
Foi negociado a mais de US$ 110 o barril.
Depois recuou, mas se mantém em um patamar mais alto do que antes do confronto.
O economista Sérgio Vale explica que os estoques de petróleo ajudaram a conter um pouco os preços, mas o relógio joga contra.
“A gente está entrando, a depender do país, em momentos mais críticos nesse segundo semestre.
Quanto mais tempo leva para você resolver a guerra, mais tempo esses preços ficam elevados, mais você começa a afetar segmentos que, dois, três meses atrás, você conseguia evitar e agora você não consegue evitar mais”, afirma Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados.
Guerra no Oriente Médio já dura 6 meses; impactos do conflito se espalham por diferentes setores da economia global Jornal Nacional/ Reprodução O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico.
É por ali que passa uma parte importante do petróleo consumido no mundo.
A insegurança na região elevou os custos do transporte e já pressiona a inflação em vários países, como explica o coordenador do Centro de Estudos em Negócios Globais da FGV, Lucas Ferraz: “Você tem aumento no preço do frete, por exemplo.
Você aumenta o risco geopolítico daquela região.
Aumentando o preço do frete, tudo isso reverbera também no preço das commodities, dos bens que são transacionados internacionalmente e vai, evidentemente, tudo isso desencadear também na pressão sobre os preços domésticos das economias”.
E no calendário brasileiro, outra preocupação se aproxima.
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