Versão restaurada de ‘Aurora’ será exibida na 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema de SP
Na 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo , um clássico lançado há quase um século ganha restauração em 4K: o romance mudo Aurora , de 1927, dirigido pelo alemão Friedrich Wilhelm Murnau .
O filme terá duas exibições no Teatro Cultura Artística, nos dias 23 e 24 de outubro, com a trilha sonora executada ao vivo pela Orquestra Brasil Jazz Sinfônica .
A nova versão de Aurora foi restaurada pela San Francisco Film Preserve em parceria com o British Film Institute, a Cinémathèque Royale de Belgique, o Eye Filmmuseum, o The Museum of Modern Art, o Národní Filmový Archiv de Praga e o George Eastman Museum.
O projeto teve o suporte da Sunrise Foundation for Education and the Arts.
Aurora foi o primeiro longa de F.W.
Murnau em Hollywood.
Convidado pelo produtor William Fox , Murnau realizou o filme com rara liberdade criativa ao lado do roteirista Carl Mayer e do diretor de arte Rochus Gliese .
Lançado às vésperas do surgimento do cinema sonoro, em 1928, Aurora marcou o cinema mudo graças às suas inovações em fotografia, efeitos visuais e movimentos de câmera.
Qual é a trama de Aurora ? Adaptado do conto “A Viagem a Tilsit”, Aurora é ambientado em uma região rural indefinida, onde um homem ( George O’Brien ) é convencido por uma mulher da cidade (Margaret Livingston ) a assassinar a própria esposa ( Janet Gaynor ).
Ele a leva para um passeio de barco para afogá-la, mas desiste no último instante.
Quem foi Friedrich Wilhelm Murnau? Nascido em Bielefeld, na Alemanha, em 1889, F.W.
Murnau foi um dos mais importantes diretores do cinema mudo e do expressionismo alemão.
Formado em história da arte pela Universidade de Heidelberg, ele foi responsável por filmes que moldaram linguagem do cinema, como Nosferatu (1922,), A Última Gargalhada (1924) e Fausto (1926).
Murnau se mudou para os EUA na segunda metade dos anos 1920, e faleceu em 1931, em Los Angeles.
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