PT e PL já planejam cenário de 2º turno com Tarcísio eleito e só disputa presidencial
Favorito para vencer a eleição de São Paulo já no dia 4 de outubro, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) está na mira de políticos bolsonaristas, que se preparam para pressioná-lo a apoiar com mais afinco o candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, num eventual segundo turno presidencial.
Do outro lado, aliados do candidato do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, evitam falar em derrota no primeiro turno e minimizam a falta de um palanque estadual mais forte no maior colégio eleitoral do país para ajudar a reeleição do presidente Lula.
Petistas também estão preocupados em manter a mobilização com a participação estratégica dos integrantes da chapa paulista na segunda etapa da disputa nacional, que esperam ser mais radicalizada.
Desde o início da sua campanha à reeleição, Tarcísio tem feito poucos atos com Flávio, dando preferência a áreas com maioria de “convertidos”.
Entre os motivos do pé atrás estão o receio de surgirem novas ligações de Flávio com Daniel Vorcaro e o drible em temas polêmicos para consolidar o chamado voto “Tarula”, dos eleitores do presidente que também votam na reeleição do governador.
Em vez das esperadas carreatas, Tarcísio e Flávio tiveram poucos encontros na campanha.
Foram juntos a alguns eventos de terceiros, como a Festa do Peão de Barretos, em agosto.
Na campanha de Flávio, a expectativa de que Tarcísio finalmente embarcará na canoa bolsonarista vem desde antes do início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto.
Em julho, o QG do senador se mudou de Brasília para São Paulo para se aproximar do governador e percorrer tanto a Grande São Paulo quanto o interior.
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Um parlamentar, que reconhece a ausência do governador no dia a dia da campanha presidencial, acredita que a situação deve mudar à medida que Tarcísio não precise mais ter medo de “perder votos da centro-direita”.
É a mesma aposta de um integrante da cúpula da campanha de Flávio.
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