Todo mundo quer ser artesanal. Ninguém quer pagar o preço
Você abre o Instagram e toda empresa é “próxima do cliente”.
O restaurante manda mensagem de aniversário.
A loja chama pelo nome.
O escritório de contabilidade responde em três segundos com um texto caloroso, personalizado, sem erro de português.
Parece cuidado.
É um chatbot de vinte reais por mês.
A inteligência artificial barateou tudo que parecia exclusivo.
Texto sob medida, proposta personalizada, diagnóstico em dez minutos, atendimento que lembra do aniversário da sogra do cliente.
Qualquer empresa hoje parece boutique.
Basta um prompt bem escrito e uma assinatura mensal.
Quando todo mundo parece artesanal, ninguém é artesanal.
O sinal que diferenciava o trabalho feito à mão desapareceu, porque agora o trabalho feito por máquina tem a mesma cara.
O pequeno empresário que construiu reputação atendendo pessoalmente, decorando nome de filho, mandando áudio em vez de mensagem automática, olha pro lado e vê o concorrente entregando a mesma experiência sem suar.
E aqui entra o dado que ninguém gosta de ouvir.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.