Vencer o aparelhamento de um país governado há quase 40 anos pela esquerda é uma tarefa difícil
Lula celebra vitória com Alckmin (Foto: Ricardo Stuckert) Bom dia.
As urnas falaram – ainda que o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) não reconheça o resultado e tenha declarado que vai pedir a anulação da eleição.
Será uma luta inglória, afinal, o vencedor Lula da Silva (PT) já demonstrou absoluto controle sobre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Vide a decisão esdrúxula de Cristiano Zanin, do STF – ex-advogado e afilhado de Lula -, de atropelar o TSE e determinar a prorrogação do prazo de votação.
De qualquer forma, os brasileiros, por uma margem acima de quatro milhões de votos, escolheram o tipo de Brasil que querem para os próximos anos.
Não é surpresa que tenha sido assim.
Nesses quase 30 anos do Século XXI e outros oito anos do final do Século XX, o País foi governado por presidentes de esquerda, no que resultou no aparelhamento profundo do Estado e de instituições da sociedade civil.
Vencer esse aparelhamento não é tarefa fácil.
Como sempre, haverá um preço a pagar.
O que se espera é que os que votaram nesse rumo tenham consciência do que virá.
Os exemplos da história são evidentes e cabe aos que não queriam essa opção se articularem e lutarem democraticamente para barrar essas consequências, sem esperar que forças externas venham intervir.
Na Venezuela, a população por si só não foi capaz de corrigir o rumo de sua história, mesmo que o regime tenha restado apodrecido e uma crise econômica e social tenha se abatido sobre a sociedade ao ponto de obrigar boa parte da sociedade a fugir da miséria.
Os roraimenses conhecem de perto isso.
Não compensa Assumir o Governo de Roraima antes de janeiro não está nos planos do governador eleito Arthur Henrique (PL).
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