Governo corre para acabar de vez com a taxa das blusinhas, diz Durigan
O governo fará um esforço concentrado, na próxima semana, para que o Congresso aprove definitivamente o fim da taxa das blusinhas.
Em meados de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou a Medida Provisória 1.357/2026 zerando o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até 50 dólares (pouco mais de 250 reais pelo câmbio atual).
Com validade de 120 dias, a MP expira em 8 de setembro.
Se não for aprovada pelos parlamentares até lá, perderá a validade e o imposto de 20% sobre as compras será retomado.
Ao participar de um evento em Brasília nesta quarta-feira 19, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que “o esforço do governo é mobilizar a base do Congresso Nacional”.
Segundo Durigan, o primeiro objetivo da mobilização é “constituir a comissão mista da medida provisória”.
Prevista para ocorrer na semana passada, a instalação da comissão foi adiada pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
A demora levou o governo a apresentar um pedido formal para que o colegiado seja instituído.
Candidato à reeleição, Lula vê seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), encurtar a distância nas pesquisas de intenção de voto e procura apresentar medidas que impactem o bolso dos eleitores cada vez mais endividados.
O imposto cobrado sobre pequenas compras internacionais, contudo, o coloca em uma encruzilhada.
Sancionada por Lula em junho de 2024, a Lei 14.902/24 estabeleceu uma tarifa de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares.
Na época, o presidente atendeu a um antigo pleito do setor brasileiro de varejo, que sofre com a concorrência dos sites de compra.
A principal queixa recai sobre as plataformas chinesas, que oferecem produtos a preços menores que os da concorrência nacional.
Continua após a publicidade Após o forte desgaste causado pela medida junto à população, que viu na taxa das blusinhas uma medida que encareceu seu dia a dia, e de olho na reeleição, Lula deu uma guinada nos últimos tempos e passou a defender o fim da tarifa, cujo primeiro passo foi a medida provisória publicada em maio.
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