EUA negociam compra de mineradora de terras raras em Goiás
Governo americano injeta R$ 3,8 bilhões em operação da USA Rare Earth, que envolve a Serra Verde, no norte do estado
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A USA Rare Earth confirmou nesta segunda-feira, 24, ter reunido o montante necessário para finalizar a aquisição da Serra Verde , mineradora localizada em Minaçu, Goiás.
A operação, avaliada em US$ 1,55 bilhão (R$ 7,7 bilhões) , teve participação direta do Departamento de Guerra dos Estados Unidos , que destinou US$ 750 milhões (R$ 3,8 bilhões) ao negócio. A conclusão da compra ainda depende de aval dos acionistas, em assembleia prevista para sexta-feira, 28.
Além da contribuição estatal americana , a transação conta com uma linha de crédito de até US$ 500 milhões fornecida por uma instituição financeira de grande porte. O governo dos EUA também assumiu o compromisso de adquirir, ao longo de cinco anos, ao menos US$ 300 milhões em produtos derivados de terras raras .
A aquisição da Serra Verde pela empresa americana havia sido anunciada em 20 de abril deste ano, e os aportes já somam mais de US$ 1 bilhão no empreendimento brasileiro. Apesar da participação financeira do governo americano, a compradora da mineradora é a própria USA Rare Earth — o Estado não se torna proprietário direto do ativo.
A Serra Verde opera a mina Pela Ema, que iniciou produção comercial em 2024 a partir de um depósito de argila iônica . O local extrai quatro elementos usados na fabricação de ímãs de alto desempenho : neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, matérias-primas empregadas em veículos elétricos, eletrônicos, sistemas de energia e equipamentos militares.
Segundo a USA Rare Earth, após a conclusão do negócio a Pela Ema passará a ser a única mina de terras raras de argila iônica em operação comercial fora do continente asiático , além de a Serra Verde se tornar a única produtora dos quatro elementos citados fora da Ásia.
O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras , com cerca de 25% do total global, segundo o Ministério de Minas e Energia. A China, embora não concentre as maiores jazidas, controla a maior parte do processamento e refino desses minerais — etapa que os Estados Unidos buscam driblar por meio de fornecedores alternativos.
Em nota , o secretário-assistente de Guerra para Política de Base Industrial dos EUA, Mike Cadenazzi, declarou: “Esse esforço garante que nossa indústria de defesa tenha acesso estável e duradouro aos materiais críticos necessários para fabricar sistemas de armas de próxima geração e manter nossa vantagem tecnológica” .
Com a operação, a USA Rare Earth amplia sua presença em diferentes etapas da cadeia produtiva , da mineração à fabricação de ímãs, somando-se às unidades que já mantém nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.