Inhotim: maior museu a céu aberto da América Latina celebra 20 anos com programação especial
Quem visita Belo Horizonte encontra um destino que vale a pena colocar no roteiro sempre, mas ainda mais em 2026: o Instituto Inhotim.
Localizado em Brumadinho, o espaço reúne arte contemporânea, arquitetura, paisagismo e natureza.
É consolidado como o maior museu a céu aberto da América Latina, e agora conta com ainda mais atrações porque comemora duas décadas de abertura ao público com um extenso calendário festivo e cultural.
Para o segundo semestre deste ano, a programação comemorativa prevê a abertura de uma exposição no Centro de Educação e Cultura Burle Marx, estruturada de forma imersiva para recuperar os marcos constitutivos da instituição e homenagear o legado de seu fundador, Bernardo Paz.
A diretora-presidente do Inhotim, Paula Azevedo, destaca que a iniciativa busca conectar a memória e o aprendizado acumulado aos próximos passos do museu.
“A gente vai fazer uma grande homenagem à história do Inhotim e do fundador, para reconhecer o passado e construir um futuro, porque ninguém faz o futuro sem olhar para o passado e viver o presente”, ressalta Paula.
Ela reiterou ainda a permanência dos valores socioambientais na condução das atividades do parque.
“Naquela época, as pautas ESG eram muito incipientes e Inhotim já tinha ligação muito forte, no seu DNA, entre arte, natureza e educação.
Isso é o que a gente trabalha para que fique na nossa missão eternamente”, enfatiza a diretora-presidente, que complementou que as celebrações populares também priorizam a integração com o público e o território local: “Tendo uma gestão muito transparente, não poderia haver um projeto como esse sem uma festa que, de fato, fosse acessível.
Estamos nos organizando para receber 5 mil pessoas neste aniversário”, explicou.
Um dos destaques das celebrações é Contraplano, trabalho inédito de Lais Myrrha instalado em um dos pontos mais altos do parque.
A obra ocupa aproximadamente 250 m² e foi concebida para estabelecer uma relação direta com a paisagem e com o deslocamento do visitante pelo espaço.
Como exposições, atividades e até a disponibilidade de determinadas galerias podem mudar ao longo do ano, vale consultar a programação oficial antes de montar o roteiro.
O Inhotim também mantém atividades de mediação, oficinas e conversas sobre o acervo que podem acrescentar uma camada diferente à experiência.
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