Tesouro Direto fecha semana sob estresse, com taxas dos Prefixados e IPCA+ em alta
O Tesouro Direto encerrou a sexta-feira (14) em meio a forte estresse nos mercados brasileiros, com alta das taxas dos títulos públicos em relação ao fechamento da quinta-feira (13).
O movimento ganhou força após uma sessão marcada por aversão ao risco entre investidores estrangeiros, levando a uma abertura dos prêmios exigidos para carregar títulos do governo.
Entre os títulos prefixados, o Tesouro Prefixado 2029 passou de 14,23% na quinta-feira para 14,42% nesta sexta, alta de 19 pontos-base.
Já o Prefixado 2032 avançou de 14,62% para 14,81%, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2037 saiu de 14,65% para 14,84%.
Nos títulos atrelados à inflação, o movimento também foi de alta.
O Tesouro IPCA+ 2032 passou de 8,11% para 8,17%, enquanto o IPCA+ 2040 subiu de 7,66% para 7,68%.
O IPCA+ 2050 , por sua vez, avançou de 7,40% para 7,40%, permanecendo estável na comparação com o fechamento anterior.
Já o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 saiu de 7,61% para 7,64%.
A pressão sobre os títulos públicos veio em meio a uma sessão de maior aversão ao risco nos mercados.
O dólar à vista fechou a sexta-feira a R$ 5,2199, alta de 0,52%, após alcançar R$ 5,2490 na máxima, enquanto o Ibovespa caiu 0,10%, aos 166.934 pontos, acumulando uma baixa de 3,27% na semana e chegando à nona sessão consecutiva de queda, na pior sequência desde 2023.
O que fez as taxas dispararem? No ambiente doméstico, investidores monitoraram ainda a decisão do governo de iniciar uma análise de possíveis medidas de reciprocidade em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos , aumentando as incertezas sobre o cenário comercial.
No radar também permanecem os riscos fiscais e eleitorais , com o mercado ainda cético sobre a possibilidade de um ajuste das contas públicas considerado crível a partir de 2027.
Esse cenário de maior cautela ajuda a explicar a abertura das taxas dos títulos públicos .
Com investidores reduzindo a exposição a ativos brasileiros, aumenta o prêmio exigido para carregar títulos de longo prazo, pressionando as taxas para cima e os preços dos papéis para baixo.
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