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Novo CEO da Apple, John Ternus desafia a ideia de que é preciso “mudar para crescer”

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Novo CEO da Apple, John Ternus desafia a ideia de que é preciso “mudar para crescer”

John Ternus, que assume nesta terça-feira (1º) o cargo de CEO da Apple, entrou na companhia em 2001, apenas quatro anos depois de se formar na Universidade da Pensilvânia.

Satya Nadella entrou na Microsoft em 1992, somente dois anos depois de concluir seu mestrado.

Andy Jassy ingressou na Amazon em 1997, 24 anos antes de assumir o comando da empresa.

Três das companhias de tecnologia mais poderosas do mundo agora são lideradas por executivos que construíram suas carreiras majoritariamente dentro das próprias organizações.

As trajetórias deles contrariam um dos conselhos mais persistentes do mundo corporativo moderno: o de que, para avançar na carreira, é preciso mudar de empresa.

Durante boa parte dos últimos 30 anos, fomos levados a acreditar que empregos de longo prazo haviam acabado.

À medida que grandes empregadores deixaram de oferecer garantias de estabilidade e passaram a promover cortes frequentes nas décadas de 1980 e 1990, a ideia de lealdade profissional perdeu espaço.

Leia mais: Conselho do futuro CEO da Apple: “O cuidado que você dedica a seu trabalho importa” Desde então, boa parte dos conselhos de carreira passou a defender a chamada “livre agência”: assumir o controle da própria trajetória por meio de mudanças frequentes de emprego.

O sucesso profissional estaria em buscar, de forma proativa, os lugares onde nossas habilidades seriam mais valorizadas.

Nenhum setor simbolizou tanto essa lógica de relações de trabalho mais fluidas quanto a tecnologia.

Agora, porém, algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo são comandadas por executivos que construíram suas trajetórias dentro das próprias companhias — profissionais cuja carreira poderia até parecer saída dos anos 1950.

Estudo o mercado de trabalho há mais de duas décadas e comecei a suspeitar que a forma como falamos sobre carreiras modernas pode estar equivocada.

Sim, a lealdade entre empresas e funcionários perdeu força, e o emprego se tornou, em certa medida, um casamento de conveniência.

Mas não migramos para um mundo de mobilidade constante.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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