Prefeitura de Praia Grande é um dos alvos de operação contra esquema do PCC
A divisão de Compras e Contratação de Serviços da Prefeitura de Praia Grande , no litoral sul de São Paulo , é alvo da megaoperação Helmintos, deflagrada nesta quinta-feira (3/9) pela Polícia Civil, que mira um grupo responsável pela lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Os investigados teriam movimentado, entre a compra de imóveis de luxo e favorecimento em licitações públicas, um montante de quase R$ 1 bilhão.
As investigações mostram um suposto favorecimento em licitações para o domínio de quiosques na orla de Praia Grande.
A polícia apura o envolvimento direto de agentes públicos e o pagamento de apoio financeiro a políticos eleitos no município.
No endereço da Divisão de Compras e Contração da prefeitura, localizado no Paço Municipal, foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
O objetivo é apreensão de documentos relacionados à licitação para construção de quiosques na Orla da Aviação.
O processo licitatório foi encerrado em setembro de 2020 e, segundo as investigações, beneficiou pessoas ligadas ao PCC.
Batizada de Helmintos, a megaoperação desta quinta identificou uma estrutura colaborativa do PCC que operacionalizava a lavagem de dinheiro do narcotráfico.
A Justiça decretou a prisão temporária de quatro pessoas ligadas ao PCC.
São elas: Anderson Roberto Braghine, o Fio; Alexander Miguel da Silva, o Gordão; Ronaldo Yuzo Sekiya, o Japonês; e Leonildo Marinho de Andrade, o Nêne. (veja abaixo atuação de cada suspeito).
Outras seis pessoas também são alvo da megaoperação.
São elas: Andreia dos Santos Ferreira, Marcio de Oliveira Biley, Monica da Costa Ribeiro, Luciene Athaydes Morgado, Tatiana Ferreira dos Santos e Viviane de Camargo.
Os alvo participavam desde a lavagem de bens a aquisição de imóveis de luxo para o PCC.
A Justiça também emitiu ordens judiciais de busca e apreensão a uma administradora de bens e condomínios ligada a um dos alvos.
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