Dirceu Lopes: 80 anos de um craque que o mundo não conheceu
Jogadores de enorme talento que, por escolhas equivocadas de técnicos ou circunstâncias do futebol, jamais tiveram a chance de brilhar com a camisa amarelinha.
Mas, para mim, dois gênios foram os mais prejudicados: Ademir da Guia e Dirceu Lopes.
O "Divino" ao menos disputou a Copa de 1974, ainda que de forma vexatória, entrando apenas na disputa pelo terceiro lugar contra a Polônia.
Já Dirceu Lopes, que nasceu em Pedro Leopoldo há exatos 80 anos, sequer teve esse gostinho...
Ele poderia ter ido à Copa de 1966, quando Vicente Feola insistiu em apostar na base envelhecida da equipe bicampeã.
Poderia também ter feito parte do grupo lendário que conquistou o tricampeonato em 1970.
Não seria titular, é verdade, mas talento sobrava para estar entre os 22 do México.
E, em 1974, ainda tinha bola para disputar posição de titular e, quem sabe, mudar o destino brasileiro na Alemanha.
E foi ali que Dirceu escreveu sua história: nove títulos estaduais, uma Libertadores, um Campeonato Brasileiro e atuações que o eternizaram como um dos maiores jogadores da história do clube.
Em 1977, ainda deixou sua marca no Fluminense, com seis gols em 23 jogos.
Mas não dá para não lamentar o fato de o futebol mundial não ter conhecido Dirceu Lopes em Copas.
Um gênio que acabou escondido pela teimosia de técnicos, mas que brilhou intensamente onde pôde.
E se você quiser conhecer mais sobre sua trajetória, não deixe de conferir abaixo maravilhosas fotos do riquíssimo acervo do "Que Fim Levou?", que mostram a simplicidade e a grandeza de nossos craques na era dourada do futebol brasileiro.
Em pé: Zé Carlos, Neco, Darci, Pedro Paulo, Procópio e Raul. Agachados: Natal, Evaldo, Tostão, Dirceu Lopes e Rodrigues. Legenda e foto reproduzidas do blog Tardes de Pacaembu
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.