Novo concreto criado na Índia retira CO2 do ambiente
Imagine se as ruas, os prédios e as pontes pudessem fazer mais do que sustentar estruturas: também ajudassem a retirar dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera.
Pensando nisso, pesquisadores na Índia desenvolveram um novo tipo de concreto que combina maior resistência com a capacidade de absorver o gás.
A descoberta foi descrita em um estudo publicado na revista científica Carbon Research, em 2024.
O material foi desenvolvido por pesquisadores do Mepco Schlenk Engineering College, na Índia, como uma possível alternativa para tornar a construção civil mais sustentável.
O segredo está na adição de dois materiais: a zeólita, um mineral altamente poroso, e o biocarvão de bambu, rico em carbono.
Ambos possuem numerosos poros e uma grande área superficial, características que favorecem a captura de moléculas de gás.
Qual é a fórmula do novo concreto? Liderada pela pesquisadora Srinivasan Revathi, a equipe testou diferentes formulações de concreto do tipo M35, comumente utilizado em infraestruturas projetadas para tráfego moderado.
Nos experimentos, os cientistas substituíram parte do agregado fino, um dos componentes do concreto, por zeólita, em proporções de 25% e 50%.
Também trocaram parte do cimento por biocarvão de bambu, em concentrações de 0,5%, 1% e 1,5%.
Segundo um comunicado, cada combinação passou por testes de resistência à compressão, resistência à tração por compressão diametral, absorção de água e resistência ao impacto.
O objetivo era encontrar uma fórmula capaz de capturar mais CO₂ sem comprometer a resistência do material.
A mistura que apresentou o melhor desempenho geral, batizada de ZB5, continha 50% de zeólita em substituição ao agregado fino e 1% de biocarvão de bambu em substituição ao cimento.
Sua resistência à compressão chegou a 38,49 megapascais (MPa) — unidade que mede o quanto de peso ou pressão o material aguenta antes de quebrar ou esmagar —, um aumento de 7,48% em comparação com o concreto convencional.
Já a resistência à tração atingiu 4,39 MPa, uma melhora de 15%.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.