Operação Escudo: PMs que atiraram em motoboy nu vão a júri popular
Três policiais militares (PMs) de São Paulo vão a júri popular acusados de tentativa de homicídio contra o motoboy Evandro Alves da Silva durante a Operação Escudo em 2023.
Na ocasião, Evandro estava nu no banheiro de um imóvel alugado no litoral paulista quando foi alvo de tiros dados por Thiago Freitas da Silva , Daniel Pereira Noda e Carlos Vinícius da Silva Bruno .
A decisão de levar os PMs ao júri foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) nessa quinta-feira (13/8).
Segundo a juíza, há “verificação da materialidade delitiva e da existência de indícios suficientes de autoria”.
Os policiais respondem ao processo em liberdade.
Relembre o caso A ação dos policiais aconteceu durante a Operação Escudo , que buscava, segundo o governo estadual, “restabelecer o controle da ordem pública” nas cidades da Baixada Santista após a morte de um agente das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar ( Rota ).
Os PMs invadiram um imóvel alugado pelo motoboy, usado como ponto de apoio para mototaxistas no Morro José Menino, em Santos.
Evandro se encontrava nu e desarmado em um banheiro de seu local de trabalho quando foi alvo dos tiros.
Na época, os policiais alegaram estar em patrulhamento no morro quando diversos suspeitos correram para uma viela após avistarem a viatura.
Eles, então, desceram do veículo e teriam visto Evandro armado pela janela de um imóvel, momento em que dispararam algumas vezes contra o motoboy.
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Ele sobreviveu ao ataque após mais de 20 dias em coma.
Apesar dos disparos, Evandro passou a ser investigado por resistência e porte ilegal de arma de fogo, sob a alegação dos policiais de que teria tentado fugir durante a abordagem policial.
Evandro foi preso em flagrante e ficou internado em estado grave.
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