Em nova reforma do governo, Coreia do Sul nomeia ministra mais jovem da história do país
Na troca ministerial, chama a atenção o nome de Yong Hye In, a líder progressista do Partido de Renda Básica, fundada por ela mesma em 2020. Com 36 anos, torna-se oficialmente a ministra mais nova na história do país asiático.
Yong Hye In é líder progressista do Partido da Renda Básica e assume Ministério da Igualdade de Gênero e Família na Coreia do Sul Assembleia Nacional da República da Coreia
Nascida em 1990 em Bucheon, Gyeonggi, Yong Hye In se formou no curso de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Kyung Hee, iniciando seu ativismo na faculdade ao participar ativamente de movimentos políticos e sociais.
Em 2014, durante a gestão ultraconservadora da ex-presidente Park Geun Hye – filha do ditador anticomunista Park Chung Hee –, a então estudante universitária liderou a marcha silenciosa “Stay Where You Are” em protesto contra o naufrágio da balsa Sewol, que resultou na morte de 476 estudantes durante uma excursão escolar em direção à ilha de Jeju. Na ocasião, a promotoria solicitou uma pena de prisão à Hye In, que posteriormente foi rejeitada.
As circunstâncias do incidente da tragédia e a lentidão na mobilização das operações de resgate provocaram uma revolta nacional e levaram à abertura de investigações contra a então presidente Geun Hye, iniciando assim um processo que culminaria em sua deposição.
Em 2020, Hye In ajudou a fundar o Partido de Renda Básica com a promessa de fornecer a cada cidadão o valor de 600 mil won (mais de R$ 2,2 mil pela cotação atual) por mês. Naquele mesmo ano, ingressou na Assembleia Nacional por meio da Aliança Democrática, uma coalizão liderada pelo Partido Democrático da Coreia, do atual presidente Lee Jae Myung, e foi reeleita em 2024, sustentando dois mandatos consecutivos na casa.
Como membro do Comitê de Igualdade de Gênero e Família, trabalhou contra crimes sexuais digitais, proteção para vítimas de violência e pelos direitos trabalhistas, defendendo o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Em 2021, Hye In deu à luz seu primeiro filho e o levou a uma sessão plenária na Assembleia Nacional, durante a qual apresentou um projeto de lei que permitisse que bebês pudessem amamentar e acompanhar suas mães nas reuniões parlamentares. Segundo ela, a igualdade de gênero é “um dever constitucional de proteger a vida e a dignidade de todas as pessoas”, sendo uma tarefa nacional essencial para superar os desafios estruturais da Coreia do Sul.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.