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Justiça Eleitoral manda Mailza apagar publicação feita no Deracre

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Justiça Eleitoral manda Mailza apagar publicação feita no Deracre

A Justiça Eleitoral do Acre determinou que a candidata ao Governo do Estado, Mailza Assis Cameli (PP), retire do Instagram uma publicação com imagens de uma reunião realizada dentro do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre).

A decisão também envolve o presidente do órgão, Gilbert Lucas de Oliveira.

A decisão publicada nesta terça-feira (15) foi tomada pelo juiz auxiliar da propaganda eleitoral, Leandro Leri Gross, em uma ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral.

O processo investiga uma possível irregularidade eleitoral envolvendo o uso de espaço público e a participação de servidores em uma atividade ligada à campanha de Mailza.

Segundo a decisão, a reunião aconteceu no dia 19 de agosto de 2026, dentro do Deracre.

O encontro teria sido organizado pelo presidente do órgão e contou com a presença de Mailza, integrantes de sua equipe de campanha e servidores comissionados, terceirizados e efetivos que ocupam cargos de confiança.

No mesmo dia, Mailza publicou fotos da reunião em seu perfil no Instagram, mostrando a candidata ao lado de gestores e de vários servidores do Deracre.

Na publicação, ela relacionou sua atuação às ações realizadas pelo órgão e usou hashtags como #Mailza, #Deracre e #ProAcreAvançar.

O Ministério Público Eleitoral apontou que o caso poderia representar uso de um espaço público e de servidores do governo em benefício de uma candidata durante o período de campanha.

Juiz vê indícios de irregularidade Ao analisar o pedido, o juiz entendeu que havia elementos suficientes para justificar uma medida urgente.

A lei eleitoral proíbe agentes públicos de usar ou ceder bens públicos para beneficiar candidatos.

Para o juiz, as informações apresentadas indicam, neste momento inicial do processo, que o espaço do Deracre pode ter sido usado em benefício da candidatura de Mailza.

A decisão destaca que a publicação mostra Mailza dentro do órgão, ao lado de gestores e servidores, enquanto o texto relacionava a candidata às ações do Deracre.

O juiz também levou em consideração a informação de que os servidores teriam sido obrigados a participar da reunião.

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