Canetas emagrecedoras ajudam a prevenir o câncer de próstata?
Depois de transformar o tratamento da obesidade e do diabetes , medicamentos como semaglutida e outros agonistas do receptor de GLP-1 começaram a despertar o interesse de uma área aparentemente distante: a oncologia .
Uma das perguntas que estão sendo investigadas é se essas medicações poderiam também reduzir o risco de alguns tipos de câncer, entre eles o câncer de próstata.
A hipótese é interessante, e estudos recentes encontraram alguns sinais nessa direção.
Mas é importante começar pela resposta que podemos dar hoje: ainda não sabemos se as chamadas canetas emagrecedoras previnem o câncer de próstata e elas não devem ser utilizadas com essa finalidade .
O que existe é uma nova e promissora linha de investigação.
Leia Mais Canetas emagrecedoras: 65% de pacientes param de usar por falta de dinheiro Canetas emagrecedoras devem redesenhar o agronegócio global Canetas emagrecedoras: 84% reduzem consumo de alimentos industrializados O que obesidade tem a ver com a próstata? Para compreender de onde surgiu essa hipótese, precisamos primeiro falar sobre obesidade.
A relação entre excesso de peso e câncer de próstata é mais complexa do que simplesmente dizer que homens obesos desenvolvem mais a doença.
As evidências são mais consistentes quando olhamos para formas avançadas e agressivas do tumor .
O World Cancer Research Fund considera provável a evidência de que maior quantidade de gordura corporal aumente o risco de câncer de próstata avançado .
Mitos sobre o câncer de próstata: Cirurgia, impotência e tratamento | CNN Sinais Vitais Existem diferentes mecanismos sendo estudados para explicar essa associação.
A obesidade provoca alterações na insulina, no metabolismo, nos hormônios e nos processos inflamatórios do organismo, criando um ambiente que pode favorecer o desenvolvimento ou a progressão de alguns tumores .
Por isso, tratar adequadamente a obesidade já traz benefícios importantes à saúde.
A pergunta que surgiu posteriormente foi outra: será que os medicamentos usados nesse tratamento poderiam produzir algum efeito adicional sobre o câncer? Os GLP-1 entraram no radar da oncologia Os agonistas do receptor de GLP-1 foram desenvolvidos para o tratamento do diabetes e, posteriormente, alguns deles se tornaram importantes ferramentas contra a obesidade.
Mas pesquisadores começaram a observar possíveis associações entre seu uso e a incidência de determinados tumores.
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