Trump anuncia trégua entre Rússia e Ucrânia, mas Zelensky diz desconhecer acordo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (11) um cessar-fogo parcial entre Rússia e Ucrânia para suspender ataques contra instalações de energia.
A declaração, no entanto, foi recebida com surpresa pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que afirmou não ter sido informado sobre qualquer acordo.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump declarou que a trégua teria efeito imediato e que os dois países haviam concordado em interromper os bombardeios contra infraestruturas energéticas.
Até o momento do anúncio, Moscou não havia confirmado publicamente o entendimento.
Kiev, por sua vez, condicionou sua participação à suspensão efetiva dos ataques russos e à existência de garantias.
A iniciativa ocorre em meio ao agravamento das divergências entre Washington e o governo ucraniano, especialmente após um acordo entre Estados Unidos e Rússia envolvendo o fornecimento de óleo diesel.
Trump anuncia cessar-fogo com efeito imediato Na mensagem publicada neste domingo, Trump afirmou que Rússia e Ucrânia haviam aceitado interromper os ataques contra instalações energéticas.
O presidente americano também pediu que o suposto compromisso fosse respeitado pelas duas partes.
A declaração foi apresentada como uma medida imediata, mas não trouxe detalhes sobre mecanismos de fiscalização, garantias de cumprimento ou participação de representantes ucranianos nas negociações.
O anúncio também não esclareceu quais instalações seriam abrangidas pela trégua nem como eventuais violações seriam verificadas.
A ausência dessas informações tornou a confirmação do acordo uma questão central para a diplomacia internacional.
Zelensky afirma que desconhecia o acordo O presidente da Ucrânia reagiu ao anúncio afirmando que a informação era uma novidade para seu governo.
Apesar da surpresa, Zelensky declarou que Kiev está disposta a aceitar uma suspensão recíproca dos ataques contra infraestruturas de energia.
Segundo o líder ucraniano, o país poderá interromper operações contra refinarias russas caso Moscou também deixe de atingir o sistema energético da Ucrânia.
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