Trump anuncia trégua energética entre Rússia e Ucrânia; o que se sabe
Donald Trump, Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin BBC O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (11/10) que Ucrânia e Rússia concordaram com um "cessar-fogo energético" imediato — em que os países se comprometeriam a não atacar infraestruturas de energia durante a guerra.
O presidente americano não deu mais detalhes sobre o suposto acordo.
Em uma publicação nas redes sociais, Trump disse que "ambas as partes concordaram".
Inicialmente o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse ao site de notícias americano Axios que esse cessar-fogo é "novidade para mim".
O Kremlin ainda não comentou publicamente.
Mas pouco após o anúncio de Trump, Zelensky afirmou em uma publicação no X que conversou sobre o cessar-fogo com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, e o secretário-geral da Nato, Mark Rutte.
Zelensky disse que a Ucrânia apoia o cessar-fogo, acrescentando que a Rússia também deve apoiá-lo.
"Estamos aguardando detalhes da parte americana", escreveu Zelensky.
"Da nossa parte, a Ucrânia sempre apoia TOTALMENTE medidas para a redução da escalada, a proteção de vidas e as decisões necessárias para encerrar a guerra e garantir uma paz duradoura." Zelensky também indicou que estaria disposto a realizar novas eleições em troca de um "cessar-fogo total" de 60 dias, depois de o presidente dos EUA ter dito, no sábado, que chegou a hora de haver "um novo líder" em Kiev.
Em ocasiões anteriores, o presidente ucraniano havia resistido aos apelos dos EUA por novas eleições, apontando as dificuldades de realizar uma votação em partes do país que são zonas de guerra ativas ou estão sob ocupação russa.
No entanto, ele insistiu que cabe aos eleitores ucranianos "escolher uma ou outra pessoa" para liderar o país.
Críticas entre Trump e Zelensky Neste fim de semana, Trump e Zelensky trocaram críticas após os EUA anunciarem um acordo com a Rússia para liberação de óleo diesel no mercado internacional.
No sábado, Trump anunciou que o presidente russo Vladimir Putin concordou em liberar imediatamente 300 mil toneladas de óleo diesel da Rússia "para o mercado americano e global" — seguidas por 500 mil toneladas em novembro e mais um milhão posteriormente.
Em sua postagem no Truth Social, Trump acrescentou que mais três milhões de toneladas de diesel russo seriam entregues "em breve", dependendo das condições de suas refinarias, que foram atacadas pela Ucrânia.
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