Ex-servidores do Instituto Evandro Chagas são condenados por fraudes e desvio de R$ 7,4 milhões no PA
Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará Marco Santos/Agência Pará A Justiça Federal condenou três ex-servidores do Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém, por participação em um esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos que causou prejuízo de R$ 7,4 milhões à instituição.
Os condenados foram denunciados na Operação Parasita.
Segundo a sentença, o esquema direcionava a compra de insumos de laboratório para o Centro de Inovações Tecnológicas (CIT), ligado ao instituto.
As fraudes ocorreram em pregões eletrônicos realizados entre 2011 e 2018.
Os três foram demitidos pelo IEC em 2023.
Decisão ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).
O g1 solicitou um posicionamento do IEC e aguarda retorno. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp Outras três pessoas denunciadas foram absolvidas por falta de provas suficientes.
Os réus também foram absolvidos da acusação de corrupção passiva.
Penas e multas O ex-pesquisador apontado como principal articulador do esquema recebeu a maior pena: 15 anos, 5 meses e 1 dia de prisão, em regime fechado, além de 162 dias-multa.
Ele foi condenado por cinco fraudes em licitação e oito crimes de peculato — desvio de recursos públicos por servidor.
Segundo a sentença, recebeu quase R$ 760 mil em vantagens indevidas.
Outro ex-pesquisador do CIT foi condenado a 12 anos, 4 meses e 15 dias de prisão, em regime fechado, e 132 dias-multa.
A condenação foi por quatro fraudes em licitação e quatro crimes de peculato.
Ele recebeu cerca de R$ 355 mil em vantagens indevidas.
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