EUA planejam ofensiva terrestre contra o narcotráfico
Pete Hegseth, Secretário de Guerra do governo Trump, fala em ampliar ataques a organizações criminosas da América Latina
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Os Estados Unidos planejam ofensiva terrestre a organizações do narcotráfico na América Latina. A informação foi dada pelo secretário de Guerra americano, Pete Hegseth , na quarta-feira, 12, no Panamá, onde acompanhava exercícios militares multinacionais.
Segundo ele, Washington já negocia com países da região a extensão da ofensiva antes limitada a embarcações suspeitas em águas internacionais.
Os Estados Unidos mantêm diálogo com Equador, Colômbia e outras nações para levar o combate a organizações classificadas como terroristas até o território continental. “Será o mesmo efeito em terra. Por isso, estamos trabalhando com Equador, Colômbia e outros parceiros para levar a luta às DTOs em terra” , declarou Hegseth.
O secretário afirmou ainda que o alcance das operações não se restringirá aos integrantes da Coalizão Anticartéis das Américas , aliança de 19 países montada pelo governo de Donald Trump. “Onde quer que trafiquem drogas ou ameacem o povo americano ou nossos parceiros, essas organizações são um alvo, assim como o ISIS ou a Al-Qaeda” , disse.
A fala ocorre num momento de acirramento entre Washington e facções criminosas latino-americanas. Em junho, os grupos brasileiros Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) passaram a integrar a lista americana de organizações terroristas, ainda que o Brasil não faça parte da coalizão liderada pelos EUA.
Desde setembro do ano passado, o governo Trump conduz bombardeios contra supostas lanchas de traficantes no Caribe e no leste do Pacífico, com um saldo de ao menos 215 mortos.
Hegseth indicou que pretende reproduzir, em terra, capacidade operacional semelhante à empregada nesses ataques marítimos, citando desde o tráfico de cocaína até o comércio de fentanil no México — país que não integra a aliança — além de remanescentes de guerrilhas colombianas , descritos por ele como “alvos legítimos” .
Sobre o tratamento dado a suspeitos capturados, o secretário rejeitou a via judicial : “Não vamos submetê-los a um processo judicial, onde sabemos que serão liberados. Vamos destruir estas redes com todas as capacidades do governo americano” .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.