Criança escapa de sequestro após pedir ajuda com sinal universal em Curitiba
Uma menina de 9 anos escapou de um provável abuso no bairro Sítio Cercado, em Curitiba, na última sexta-feira (9).
Ela havia sido abordada por um homem e fez o sinal universal de socorro.
O primo da criança reconheceu o gesto e procurou ajuda em um posto de combustível.
A Patrulha Escolar da Guarda Municipal interveio e prendeu o suspeito.
O que é o sinal universal de socorro? Criado em 2020 pela ONG canadense de proteção às mulheres Canadian Women’s Foundation, o sinal surgiu como uma forma discreta de pedir ajuda diante dos riscos de violência agravados durante a pandemia da covid-19.
Desde então, passou a ser utilizado para indicar diferentes situações de perigo, especialmente quando a vítima não consegue falar ou teme chamar a atenção do agressor.
O gesto consiste em mostrar a palma da mão aberta, dobra o polegar sobre ela e fechar os outros quatro dedos por cima.
O sinal pode ser usado em casos de violência doméstica e sexual, assédio, ameaças e tentativas de sequestro.
CMEIs de Curitiba terão botões de pânico e outras medidas de segurança A guarda municipal Andressa Ruthes, que atendeu à ocorrência, ressalta que conhecer o gesto é importante tanto para quem precisa pedir ajuda quanto para quem pode identificar o sinal e agir diante de uma situação de risco.
“Nessa situação, é preciso manter a calma, observar de maneira segura e pedir ajuda sem alarmar o possível agressor, ligando para os serviços de emergência”, orienta a guarda.
O conhecimento fez a diferença A menina e o primo aprenderam o gesto com a avó, que conheceu o sinal pela televisão, em uma reportagem sobre mulheres vítimas de violência doméstica.
Ela decidiu ensiná-lo aos netos para que soubessem como pedir ajuda caso se sentissem ameaçados.
Segundo ela, durante a ocorrência, poucas pessoas perceberam o pedido de socorro.
O primo, que vinha logo atrás, viu a menina sendo levada pela mão por um homem e se aproximou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.