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Campanha de Lula evita 'cascas de banana', mas ajustes econômicos devem vir já em 2026

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Campanha de Lula evita 'cascas de banana', mas ajustes econômicos devem vir já em 2026

A coordenação econômica da campanha à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quer evitar "cascas de banana" ao anunciar, de antemão, projetos concretos para ajustes fiscais. Sinaliza, porém, que pode enviar propostas estruturantes ainda em 2026, em caso de vitória, segundo apurou o Broadcast , sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Sem detalhar os planos, há quatro eixos que podem ser atacados logo após a confirmação de um hipotético resultado positivo nas urnas: trajetória de gastos obrigatórios, benefícios sociais, gastos tributários e modernização do Estado.

Está clara, para a equipe que formula as prioridades de uma nova gestão do petista, a importância do primeiro ano de governo para que temas menos populares, mas mais edificantes para o progresso do País, sejam colocados como prioridade.

Entre as quatro grandes frentes de atuação para as quais o governo pretende olhar, ainda há apenas ideias sobre possíveis ajustes pós-campanha na fórmula que atualmente atualiza o salário mínimo. Visto como um ponto sensível pelo governo e praticamente uma bandeira de toda a vida política de Lula, o assunto também é um dos mais questionados pelas demais campanhas.

Fontes admitem que mudanças podem ocorrer, mas que ficariam no meio do caminho entre o que existe hoje e o que deseja a oposição. A preocupação agora é com o não-comprometimento de promessas para nenhum lado.

Dentro da equipe econômica, há quem defenda, nos bastidores, o fim do reajuste engatilhado também para aposentados e pensionistas, com o objetivo de diminuir a indexação da economia doméstica, mas ainda não está claro se esta seria uma possibilidade a ser aventada pelo governo em um próximo mandato.

Publicamente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirma que não há discussão de desvinculação de benefícios tributários do salário mínimo e muito menos estudos para acabar com a valorização real do pagamento.

"Tem que, eventualmente, fazer um debate sobre contribuição previdenciária: sair da folha e ir para o faturamento", indicou um membro da campanha, salientando, porém, que o tema será debatido e os números apresentados antes de uma mudança efetiva, "assim como foi feito com a reforma tributária", com o compromisso de manter a neutralidade e de não "quebrar" a Previdência.

Há a avaliação também de que os programas sociais precisam passar por uma revisão. Lula já disse que não quer ser lembrado "apenas" como o pai do Bolsa Família, mas a análise inicial é a de que esse programa já vem surtindo efeito e naturalmente diminuindo de tamanho.

A maior preocupação é com o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante um salário mínimo mensal a pessoas de baixa renda a partir dos 65 anos e com deficiência. O benefício é pago pelo INSS, mas não exige tempo de contribuição prévia nem paga 13º salário. "Há um debate que precisa ser feito."

Na área fiscal, que é o calcanhar de Aquiles de governos do PT, haverá ênfase do compromisso com um esforço na mesma magnitude que vem sendo feito pela equipe atual - com atuações tanto do lado da receita quanto da despesa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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