Artistas da nova geração revisitam Chico Buarque em ‘Chico 2.0’, projeto que chega às plataformas nesta sexta, 21
Chico Buarque sempre soube que boa música atravessa gerações.
Chico 2.0 é a prova mais recente disso: um projeto da Favela Records , Tha House e Universal Music Brasil que convida artistas de diferentes cenas e idades a reimaginar canções que moldaram a música brasileira entre as décadas de 1960 e 1970.
A primeira parte do álbum chega às plataformas nesta sexta, 21, à meia-noite, com dez faixas que passeiam por rap, trap, R&B, samba, soul e nova MPB.
A segunda parte está prevista para outubro.
A direção musical é assinada por Alê Siqueira e Felipe Poeta em todas as faixas, com direção artística de Celso Athayde , Fabio Almeida e Preto Zezé .
O elenco reúne Dexter , MC Livinho , Xênia França , MC Cabelinho , Budah , Júlia Mestre , TZ da Coronel , Don L , VANDAL , Tasha & Tracie , Grag Queen , Bela Maria e Maurício Pazz , treze artistas em dez faixas que partem das composições originais, mas chegam a lugares que Chico talvez nunca tenha imaginado.
View this post on Instagram A post shared by Rolling Stone Brasil (@rollingstonebrasil) Uma das combinações mais inesperadas do projeto coloca Dexter , Maurício Pazz e MC Livinho juntos em “ Construção ”, a obra-prima poética de Chico Buarque , de 1971, com suas frases intercambiáveis e as imagens do trabalhador que cai do andaime.
MC Livinho ainda assume sozinho “ Pivete ”, criando uma ponte direta entre um dos artistas mais populares da periferia paulista e o repertório de Chico .
“ Cálice ” ganha vozes de Xênia França e MC Cabelinho .
Escrita por Chico Buarque e Gilberto Gil em 1973, a música foi censurada durante a ditadura civil-militar: no evento Phono 73, os dois tiveram os microfones desligados no momento de apresentá-la.
A gravação oficial só viria em 1978, com Milton Nascimento dividindo os vocais com Chico .
Em “ O Que Será (À Flor da Terra) ”, VANDAL e Don L assumem a composição de 1976 — uma das favoritas do próprio Chico , em parceria com Milton Nascimento .
O projeto funciona também como um mapa de cenas que raramente se cruzam: Grag Queen em “ Geni e o Zepelim ”, Tasha & Tracie em “ Deus Lhe Pague ”, Júlia Mestre e TZ da Coronel em “ João e Maria ”, Bela Maria em “ Meu Caro Amigo ”, Xênia França em “ Olê, Olá ” e Budah em “ Roda Viva ” completam o tracklist da primeira parte.
A seleção aposta, principalmente, no encontro entre intérpretes de gerações recentes e músicas escritas por Chico Buarque entre as décadas de 1960 e 1970, um período em que o compositor era, ao mesmo tempo, um dos maiores da MPB e um dos alvos preferidos da censura militar.
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