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Advogado que pediu para jantar no STF é acusado de agredir esposa grávida

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Advogado que pediu para jantar no STF é acusado de agredir esposa grávida

Lembra dele? O advogado Matheus Mayer Milanez , que ganhou notoriedade ao pedir ao ministro Alexandre de Moraes mais tempo para jantar durante os depoimentos da trama golpista no Supremo Tribunal Federal ( STF ), está sendo acusado pela ex-esposa de violência doméstica . Segundo o processo, a mulher relatou ter sido agredida em pelo menos três ocasiões, incluindo um episódio ocorrido quando estava grávida de 10 semanas. A Justiça do Distrito Federal concedeu medidas protetivas contra o advogado.

Milanez atuou na defesa do general Augusto Heleno no processo que apura a trama golpista no STF .

De acordo com o processo, a ex-companheira relatou três episódios de violência física durante o relacionamento. O primeiro teria ocorrido em dezembro de 2025, quando ela estava na décima semana de gestação. O segundo foi relatado em 13 de junho de 2026, enquanto o terceiro teria acontecido em 2 de agosto.

Segundo o relato apresentado à Justiça, as duas primeiras agressões teriam ocorrido após discussões . Embora não houvesse mais vestígios físicos quando o caso foi levado às autoridades, a mulher afirmou que o primeiro episódio foi presenciado por uma amiga e que o segundo teria sido registrado em fotografias feitas na época.

No episódio mais recente, a ex-companheira afirmou que Milanez a empurrou e exigiu que ela deixasse a residência . Ela também relatou sentir medo e afirmou que a influência do advogado poderia deixá-la em uma situação de maior vulnerabilidade.

A mulher disse ainda que aquela era a primeira ocorrência registrada por ela contra Milanez, embora, segundo seu relato, não fosse a primeira vez que teria sofrido violência doméstica durante o relacionamento.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) concedeu as medidas protetivas na quarta-feira (12). Posteriormente, o juiz Carlos Bismarck Piske de Azevedo Barbosa, do Guará, acolheu um recurso apresentado pela defesa da mulher para corrigir a data do último episódio, que havia sido registrada como 10 de agosto. A decisão alterou a data para 2 de agosto e manteve as medidas.

Na decisão, o magistrado destacou a relevância do relato da vítima neste momento do processo. O juiz considerou, entre outros fatores, o histórico apresentado, a gravidez, os relatos de episódios anteriores e o temor manifestado pela mulher.

As acusações constam no processo judicial e não representam, por si só, uma condenação do advogado .

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