Episódio de Black Mirror previu tecnologia que já virou realidade
A ficção científica de Black Mirror costuma transformar tecnologias do presente em possibilidades perturbadoras para o futuro.
Entre os episódios mais marcantes da antologia criada por Charlie Brooker está um capítulo da segunda temporada que apresentou uma ideia que, anos depois, deixou de parecer tão distante: usar inteligência artificial para reproduzir a personalidade de alguém que morreu.Em Volto Já, Martha, interpretada por Hayley Atwell, perde o namorado Ash, vivido por Domhnall Gleeson, em um acidente de carro.
Incapaz de lidar com o luto, ela aceita participar de um experimento que cria uma versão artificial do companheiro a partir de informações deixadas por ele na internet.
Leia Também: SE LIGA NA DICA! 3 melhores séries de suspense da Netflix para este fim de semana NOVIDADES 4 grandes animações da Disney vão ganhar novos filmes; saiba quais ENTRETENIMENTO Astro de Hollywood faz aparição rara após diagnóstico de demência A proposta, que inicialmente parecia apenas uma das muitas especulações tecnológicas da série, ganhou um paralelo na vida real poucos anos depois.
Em 2015, a desenvolvedora russa Eugenia Kuyda criou um chatbot baseado nas mensagens que havia trocado com o amigo Roman Mazurenko, morto após ser atropelado.O caso acabou dando origem a uma tecnologia que hoje parece cada vez menos estranha: sistemas de inteligência artificial capazes de reproduzir padrões de comunicação de pessoas reais a partir de seus registros digitais.O episódio que imaginou uma cópia digitalEm Volto Já, Martha recebe a possibilidade de continuar se comunicando com uma versão artificial de Ash depois da morte do namorado.O sistema é desenvolvido a partir das atividades dele nas redes sociais e tenta reproduzir sua maneira de falar e seu comportamento.
Em seguida, a tecnologia ganha uma representação física: um androide visualmente idêntico ao homem que Martha perdeu.O problema é que a semelhança não significa uma reprodução perfeita.
A cópia nunca dorme, apresenta uma cordialidade considerada estranha e demonstra poucas das emoções humanas que faziam parte da personalidade de Ash.
Martha passa então a perceber que conviver com aquela versão artificial não significa simplesmente recuperar a pessoa que perdeu.O episódio transforma essa situação em uma discussão sobre luto, memória e os limites da tecnologia.
A questão deixa de ser apenas se a inteligência artificial consegue imitar alguém e passa a envolver o que significa manter uma pessoa presente depois de sua morte.A história de Black Mirror ganhou um paralelo realCerca de três anos depois da estreia do episódio, uma situação semelhante aconteceu fora da ficção.Em 2015, Roman Mazurenko morreu após ser atropelado por um carro em Moscou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.