Acusado de ameaçar e extorquir vendedores da Beira Mar de Fortaleza é condenado a 24 anos de prisão
Paulo Henrique Pereira Alves, o "PH", foi condenado a 24 anos de prisão por extorquir comerciantes da Beira-Mar, em Fortaleza.
Arquivo pessoal Um dos homens acusados de ameaçar e extorquir vendedores de coco da Beira Mar de Fortaleza foi condenado pela Justiça do Ceará a 24 anos e 22 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes.
Paulo Henrique Pereira Alves, o "PH", está preso desde agosto de 2025, após ser localizado em uma pousada na Praia do Futuro.
Ele já tinha antecedentes criminais por tráfico de drogas e lesão corporal.
A defesa dele não foi localizada. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Antes da prisão de PH, a polícia já havia capturado José Geraldo de Almeida Neto, o "Netão Marley".
Investigações da polícia apontam que os dois são membros do Comando Vermelho e atuavam em conjunto nas extorsões.
O caso foi descoberto após vítimas denunciarem ao g1 as ameaças que estavam sofrendo por parte de criminosos que tentavam controlar a venda de produtos na orla da capital cearense.
LEIA TAMBÉM: Facção ameaça vendedores de coco da Beira Mar de Fortaleza e tenta monopólio de produtos Entenda como funcionava esquema de extorsão contra vendedores de coco na Beira-Mar de Fortaleza Julgamento Polícia prende dois homens suspeitos de extorquir comerciantes na Praia de Iracema Durante o julgamento, realizado na última quarta-feira (19), na Vara de Delitos de Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), os juízes levaram em consideração que Paulo Henrique desempenhava função relevante na facção criminosa.
"A prova produzida demonstra que o acusado não figurava como mero integrante ocasional da organização criminosa Comando Vermelho, mas desempenhava função relevante na execução das atividades ilícitas desenvolvidas pelo grupo, sendo identificado como "PH", responsável pela prática de extorsões contra comerciantes da Avenida Beira-Mar e pela fiscalização da arrecadação ilícita destinada à facção criminosa", diz um trecho do documento que o g1 teve acesso.
Também foi destacado que "PH" agia com imposição de ameaças por intermédio de grupos de WhatsApp e comparecimento aos locais de comércio, para reforçar o poder da organização.
"A prova oral demonstra que inúmeros comerciantes passaram a exercer sua atividade sob permanente estado de medo, deixando, inclusive, de formalizar notícias-crime por receio de represálias.
Além do prejuízo patrimonial decorrente das exigências ilícitas, houve severo comprometimento da liberdade de exercício da atividade econômica e da tranquilidade pública na região da Beira-Mar, tradicional ponto turístico desta capital".
Para a Justiça, Paulo Henrique tinha como objetivo a obtenção de lucro para fortalecer financeiramente a facção criminosa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Ceará.