Nobel de Física 2026: cientista usou o gelo da Antártida para capturar partículas do espaço
O físico Francis Halzen, de 82 anos, recebeu nesta terça-feira (6) o Nobel de Física de 2026, concedido pela Real Academia Sueca de Ciências, em Estocolmo, na Suécia.
O pesquisador foi premiado por suas contribuições decisivas para o Observatório de Neutrinos IceCube e pela descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica.
A pesquisa de Halzen ajudou a abrir uma nova forma de observar o Universo.
Em vez de procurar apenas a luz emitida por estrelas e galáxias, o IceCube detecta neutrinos, partículas subatômicas que têm massa extremamente pequena e quase não interagem com a matéria .
Por isso, conseguem atravessar enormes distâncias pelo espaço sem serem desviadas ou absorvidas, carregando informações sobre os fenômenos que as produziram.
Detector escondido no gelo A ideia que levou ao IceCube começou com Halzen no fim dos anos 1980.
O projeto transformou cerca de um quilômetro cúbico de gelo antártico em um gigantesco detector de partículas.
Milhares de sensores ópticos foram instalados a grandes profundidades para registrar pequenos flashes de luz produzidos quando um neutrino interage com o gelo.
O método permitiu detectar neutrinos de alta energia produzidos fora do Sistema Solar.
Em 2013, o IceCube anunciou a primeira detecção desse tipo, abrindo uma nova área da astronomia .
Desde então, o observatório encontrou evidências de neutrinos associados a fontes como galáxias ativas e também identificou neutrinos provenientes da própria Via Láctea.
Essas partículas são particularmente importantes porque podem ajudar a identificar a origem dos raios cósmicos, um dos problemas que há décadas desafiam os astrônomos .
Como os neutrinos não são desviados por campos magnéticos da mesma maneira que partículas carregadas, sua trajetória pode indicar a região do Universo onde foram produzidos.
Quem é Francis Halzen Nascido na Bélgica, Halzen obteve mestrado e doutorado na atual KU Leuven e chegou à Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, em 1972, onde permanece como professor de Física.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.